Discursando no Instituto de Estudos Políticos e Internacionais do Ministério das Relações Exteriores do Irã, o vice-ministro afirmou que Teerã continuará a se defender, mas ao mesmo tempo vai buscar a resolução diplomática das hostilidades, já que, na opinião dele, a diplomacia não tem alternativas.
"Há uma expressão: tenha medo de seus desejos. Eles [EUA] queriam mudanças geopolíticas, eles as conseguiram, mas não tenho certeza se isso corresponde ao que eles queriam. Mais uma lição para quem começou a guerra", ressaltou Khatibzadeh.
O diplomata iraniano explicou que Washington iniciou a guerra contra Teerã porque queria "punir" os iranianos pela Revolução Islâmica de 1979, como resultado da qual os EUA foram "expulsos do Irã".
No entanto, os planos dos norte-americanos fracassaram: eles acreditavam que a República Islâmica estaria à beira do colapso e que os militares iranianos seriam incapazes de dar uma resposta, mas a realidade se mostrou outra.
"O Irã continuará em alerta máximo e defensivo em todas as frentes até que perceba que a guerra terminará 'em todas as frentes' e que a situação se estabilizará", disse o diplomata.
Ao mesmo tempo, ele enfatizou que o Irã precisa se concentrar em acabar com a guerra e abordar as causas subjacentes. O Irã continua agindo de acordo com essa linha e não aceitará riscos relacionados à soberania nacional, à integridade territorial ou à segurança nacional do país, acrescentou Khatibzadeh.
Vale mencionar que nesta terça-feira (28) um jornal norte-americano informou que o presidente dos EUA, Donald Trump, instruiu seus assessores a se prepararem para um bloqueio de longo prazo ao Irã, considerando a retomada dos bombardeios uma opção mais arriscada.