"Diversas fontes nos informaram sobre uma incursão de guerrilheiros colombianos pela fronteira norte, impulsionada pelo governo Petro", declarou Noboa em sua conta no X. "Presidente Petro, concentre-se em melhorar a vida do seu povo em vez de tentar exportar problemas para os países vizinhos", acrescentou.
A mensagem se soma à troca de farpas que os líderes têm mantido nas últimas semanas, em meio a uma guerra comercial bilateral desencadeada quando Noboa impôs uma tarifa sobre produtos colombianos, argumentando que Bogotá não estava fazendo o suficiente para proteger as fronteiras.
As tarifas, segundo o presidente equatoriano, são uma "compensação" pelo dinheiro que seu país investe na segurança da fronteira compartilhada. A taxa começou em 30%, depois subiu para 50% e, a partir de 1º de maio, chegará a 100%.
Em resposta, a Colômbia entrou com um processo contra o Equador por suposto descumprimento das normas comerciais no âmbito da Comunidade Andina.
Em 10 de abril, Noboa descartou a possibilidade de buscar um acordo com Petro e afirmou que aguardará a formação de um novo governo após as eleições colombianas, que ocorrem este ano.
A crise diplomática se intensificou em 16 de março, após um ataque aéreo em território colombiano. No local, após as explosões, foram descobertos 27 corpos carbonizados. Petro acusou o governo equatoriano de realizar os ataques.
O incidente, ainda sob investigação, motivou um pedido de mediação internacional, incluindo um apelo direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Nós não queremos guerra", declarou Petro, ao comentar o episódio.
Do lado equatoriano, Noboa negou qualquer incursão em território colombiano e afirmou que as operações militares em curso têm como alvo exclusivo grupos armados ligados ao narcotráfico dentro das fronteiras do próprio Equador.