Segundo o relato, o recente conflito sugere que o Irã poderia exercer uma pressão econômica significativa sobre os Estados Unidos ao fechar o estreito de Ormuz, criando grandes desafios para o presidente dos EUA, Donald Trump.
Observa-se que se os ataques aéreos dos EUA e o bloqueio não alterarem a postura de Teerã nas negociações ou seus cálculos estratégicos não poderão ser considerados bem-sucedidos.
"O Irã pretende que a pressão financeira se torne tão prejudicial politicamente em Washington que o presidente seja obrigado a reavaliar sua posição e assinar um acordo que agrade a Teerã", ressalta a publicação.
Nesse contexto, é apontado que Trump está em uma posição difícil, com opções limitadas e arriscadas, tendo de escolher entre uma escalada militar indesejada e um compromisso diplomático desfavorável.
O bloqueio em curso parece ser ineficaz, pois o Irã mostra poucos sinais de ceder, mantendo sua contrapressão e fortalecendo sua postura nas negociações.
Além disso, o confronto prolongado beneficia Teerã, pois aumenta a tensão regional sobre os aliados dos EUA, eleva os custos econômicos e reforça a resistência estratégica do Irã.
Portanto, a reportagem conclui que sem disposição para mudar de rumo, Trump enfrenta um impasse prolongado no qual o Irã ganha tempo e vantagem, enquanto os Estados Unidos lutam para alcançar seus objetivos.
Na sexta-feira (1º), Trump enviou uma carta ao Congresso, notificando o fim das hostilidades contra o Irã, especificando que o contingente dos EUA permaneceria na região para dissuadir potenciais ameaças de Teerã.
De acordo com a Lei dos Poderes Militares de 1973, o presidente dos EUA pode usar o poder militar no exterior sem autorização do Congresso por até 60 dias.