Panorama internacional

Ucrânia e Europa aguardam conflito com Irã para avaliar impacto sobre Forças Armadas dos EUA

A Ucrânia e seus parceiros europeus aguardam para avaliar como o conflito no Oriente Médio afetará as Forças Armadas dos Estados Unidos, especialmente no que diz respeito ao fornecimento de armamentos norte-americanos a Kiev, informou nesta segunda-feira (4) a revista Foreign Policy, citando diplomatas.
Sputnik

"Tudo dependerá da situação em torno do Irã", disse um diplomata europeu ao veículo.

O futuro das entregas no âmbito da Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia (PURL, na sigla em inglês), que é financiada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), ainda é incerto, acrescentou outro diplomata, de um país participante da iniciativa.
Sem o apoio dos EUA, a Ucrânia tem poucas alternativas em termos de sistemas de defesa aérea e antimísseis, segundo a reportagem.
Mais cedo, o gabinete do primeiro-ministro Mark Carney informou que o governo canadense destinou US$ 200 milhões (R$ 997 milhões) à compra de armamentos adicionais de fabricação norte-americana para a Ucrânia por meio da iniciativa PURL.
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Em 3 de março, Vladimir Zelensky afirmou que a Ucrânia poderia enfrentar dificuldades para obter mísseis e armamentos dos quais os próprios Estados Unidos necessitam para suas operações contra o Irã. Antes disso, ele já havia dito que mísseis Patriot não estavam sendo entregues no prazo devido ao não pagamento de uma parcela europeia dentro da PURL.
No ano passado, os Estados Unidos e a OTAN lançaram a iniciativa com o objetivo de acelerar o envio de armamentos à Ucrânia por meio de contribuições voluntárias dos países da aliança. Até agora, a iniciativa reuniu mais de US$ 4 bilhões (R$ 19,9 bilhões) em financiamento.
Diante das perdas crescentes e da escassez de pessoal nas Forças Armadas da Ucrânia, os líderes de vários países europeus decidiram, também em março, aumentar a produção e o fornecimento de drones para realizar ataques contra o território russo.
De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, essa decisão da Europa representa um passo deliberado rumo a uma escalada militar e política em toda a parte europeia e à transformação desses países na retaguarda estratégica de Kiev.
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