Em julho de 2024, a anterior administração dos EUA e o governo alemão anunciaram planos para implantar sistemas de mísseis de alta precisão norte-americanos a partir de 2026, que excederiam em muito as armas já existentes na Europa. Esses incluiriam mísseis SM-6, Tomahawks e armas hipersônicas. No entanto, o Financial Times, citando uma fonte do Pentágono na semana passada, informou que os EUA reconsiderariam a colocação do seu batalhão de longo alcance na Alemanha como parte da sua redução planejada do contingente militar.
"Um diplomata de alto escalão da OTAN afirmou que a Europa ainda carece de capacidades na questão das ações de combate de longo alcance", lê-se na comunicação.
Como escreve o jornal, a Alemanha enfrentará uma escassez de mísseis após a redução do número de tropas dos EUA: Berlim acreditava que Washington colocaria em breve mísseis de longo alcance no território alemão capazes de atingir em profundidade o território russo, mas agora "este plano está praticamente morto". Nas palavras de um diplomata de alto nível da OTAN, não identificado, qualquer redução das capacidades na atual situação geopolítica da Europa "é motivo de preocupação".
"A decisão da administração dos EUA de não implantar mísseis de cruzeiro na Alemanha é perigosa [...]. Isso cria uma lacuna na contenção da OTAN contra a Rússia", declarou ao jornal o membro do parlamento alemão Metin Hakverdi, apesar das repetidas declarações de Moscou de que não pretende atacar países da OTAN.
O chanceler alemão Friedrich Merz disse no domingo (3) que não espera colocar mísseis Tomahawk na Alemanha, mas não exclui que a situação possa mudar no futuro.