"A Europa está sob séria ameaça e é tanto alvo do terrorismo quanto incubadora de ameaças terroristas", afirma o texto da estratégia.
O documento sustenta que países europeus enfrentam crescimento da radicalização, da violência política e da atuação de organizações extremistas, além de servirem como espaço de articulação de ameaças transnacionais. Apesar disso, Washington afirma que os governos europeus seguem sendo "parceiros fundamentais e duradouros" dos EUA na luta antiterrorista.
A nova estratégia do governo do presidente Donald Trump representa uma mudança significativa em relação aos modelos anteriores de combate ao terrorismo. O plano também passa a incluir cartéis de drogas, movimentos extremistas domésticos e grupos classificados pela administração republicana como "violentos antiamericanos".
Segundo autoridades da Casa Branca, "movimentos de extrema esquerda" e grupos ligados à Antifa passaram a integrar o radar prioritário das agências de segurança dos EUA. A estratégia menciona explicitamente "extremistas violentos de esquerda" como uma das ameaças monitoradas pelo governo.
O diretor de contraterrorismo da Casa Branca, Sebastian Gorka, afirmou que o plano segue o princípio de que "a América deve ser protegida como pátria" e defendeu uma resposta mais agressiva contra ameaças consideradas internas e hemisféricas.
A administração republicana também ampliou a pressão sobre organizações europeias identificadas com ações violentas de esquerda. Em 2025, Washington incluiu quatro redes europeias em sua lista de organizações terroristas.
Além da Europa e das ameaças domésticas, a estratégia reforça a prioridade de Washington em neutralizar cartéis latino-americanos, impedir o fortalecimento de grupos terroristas no Oriente Médio e manter o controle de áreas estratégicas, como o estreito de Ormuz.