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Lula vai levar 5 ministros para encontro com Trump; comércio e segurança são alguns dos temas

© AP Photo / Mark SchiefelbeinO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (à esq.), em encontro com seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em Kuala Lumpur, na Malásia, em outubro de 2025
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (à esq.), em encontro com seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em Kuala Lumpur, na Malásia, em outubro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 06.05.2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta quarta-feira (6) para Washington, onde se reunirá na quinta (7), na Casa Branca, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Temas como comércio bilateral, combate ao crime organizado e cooperação estratégica devem dominar a agenda do encontro.
Segundo integrantes do governo brasileiro, Brasília pretende usar a reunião para reforçar as ações que vêm sendo adotadas contra organizações criminosas e ampliar a cooperação com os EUA na área de segurança.
No mês passado, os dois países anunciaram um acordo de cooperação voltado ao combate ao tráfico internacional de armas e drogas. A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões realizadas nas aduanas brasileira e norte-americana, com o objetivo de acelerar investigações sobre rotas, padrões e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.
Além da pauta de segurança, o encontro deve abrir espaço para discussões geopolíticas e econômicas, incluindo temas ligados à exploração de terras raras e minerais críticos.
A reunião vinha sendo negociada havia semanas pelas equipes diplomáticas dos dois governos e foi confirmada nos últimos dias. A expectativa é que Lula permaneça poucas horas em Washington e retorne ao Brasil logo após o encontro.
Integram a comitiva presidencial os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; e de Minas e Energia, Alexandre Silveira, além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
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Tensões diplomáticas entre Brasil e EUA

Após se reunir em duas ocasiões no ano passado e até apontar uma "química" — ocasiões que culminaram na redução do tarifaço contra o Brasil e no fim de sanções econômicas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes —, Lula e Trump voltaram a fazer das divergências a tônica das relações em 2026.
Neste mês, Lula citou os embates do norte-americano com o papa Leão XIV, contrário à guerra promovida por Washington contra o Irã. "O Trump não precisava ficar ameaçando o mundo", afirmou à época.
Dias depois, em meio à prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado a mais de 16 anos de prisão no Brasil e considerado foragido, os Estados Unidos determinaram a expulsão do delegado brasileiro envolvido na detenção, realizada pelas autoridades migratórias. O governo brasileiro reagiu com a retirada das credenciais diplomáticas de um agente de imigração norte-americano que atuava em Brasília.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista ao Brasil247, Revista Fórum e DCM, no Palácio do Planalto, Brasília, 14 de abril de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 23.04.2026
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Mais cedo, Dario Durigan disse, em entrevista à Rádio Nacional, esperar que a visita ajude a "normalizar" as relações entre os dois países, apesar do que chamou de tentativas de setores da oposição de gerar desgaste diplomático.
"A gente não pode admitir que elementos estranhos, que inclusive joguem contra o país, fiquem criando problema para a população brasileira", declarou.
O ministro da Fazenda também afirmou que o governo brasileiro pretende reiterar às autoridades norte-americanas que poderá adotar medidas de reciprocidade caso Washington aplique tarifas contra produtos brasileiros por razões políticas.
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