Em busca de uma fórmula mágica que trouxesse uma vitória no Irã, o chefe da Casa Branca já tentou várias estratégias para derrotar o Irã: o ataque aéreo em junho do ano passado, a campanha de mísseis realizada em conjunto com Israel em fevereiro e maio do ano corrente, o bloqueio do estreito de Ormuz e até o plano de ajuda aos navios presos no golfo Pérsico.
No entanto, nada disso surtiu efeito, e o Irã continua resistindo. Citando vários analistas políticos, o jornal The New York Times afirmou que essa tática de Donald Trump para fazer o Irã capitular é profundamente equivocada.
Na avaliação do especialista em questões iranianas Ali Vaez, essa política reflete uma má compreensão da estratégia, da psicologia e da capacidade de adaptação da República Islâmica do Irã.
"A cada momento em que a pressão não produzia o resultado desejado, ele [Donald Trump] buscava uma nova ferramenta de coerção que, em sua opinião, deveria magicamente levar à vitória", disse Ali Vaez.
Segundo o especialista, o presidente norte-americano não entende que oferecer ao Irã um acordo de rendição é inútil, e que nenhum acordo acontecerá até que Washington apresente a Teerã uma proposta mutuamente benéfica pela qual o Irã não perca seu peso geopolítico.
O jornal citou também a opinião de outra especialista em questões iranianas, Suzanne Maloney, do Instituto Brookings, que afirmou que, por mais que os Estados Unidos tentassem prejudicar a economia iraniana, ela resistiria a qualquer pressão.
"Estou cética de que o bloqueio seja bem-sucedido no tempo necessário para a recuperação da economia global e para as perspectivas de Trump nas eleições de meio de mandato", disse Suzanne Maloney, segundo o jornal.
O último passo do presidente norte-americano em relação ao Irã, até o momento, foi a suspensão do Projeto Liberdade, anunciado no domingo (3), que visava ajudar embarcações estrangeiras retidas no estreito de Ormuz a passar pelo bloqueio iraniano.
Em meados de abril, a Marinha dos EUA começou a bloquear todo o tráfego marítimo que entrava e saía dos portos iranianos em ambos os lados do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global, derivados e suprimentos de gás natural liquefeito.