O especialista militar afirmou que os cálculos da Rússia de que os Estados Unidos não seriam capazes de travar guerra contra o Irã por muito tempo e que o Irã não se renderia provaram ser corretos e benéficos para Moscou.
Na avaliação dele, a Rússia logo percebeu que Washington não faria com que o Irã se capitulasse, e, de acordo com essa percepção, construiu sua política em relação ao conflito.
"Portanto, tudo o que a Rússia precisava fazer era fornecer apoio diplomático e político. Acho que foi assim que a Rússia jogou a situação. E agora os russos receberam um aumento nos preços do petróleo e tudo relacionado a isso", disse ele.
Hoh enfatizou também que os Estados Unidos ainda não perceberam o dano que a aventura do Oriente Médio lhes causou. Mais do que isso, o conflito iraniano mostrou a fraqueza e baixa capacidade de combate do Exército norte-americano.
"Os russos também veem os EUA enfraquecidos e vulneráveis a uma guerra do século XXI. No século XX, eles podiam bombardear qualquer um. E no século XX, se os Estados Unidos atacarem um inimigo real, a American Airlines é imediatamente arruinada, outra transportadora, a Spirit Airways, desaparece", ressaltou o especialista.
Ele acrescentou que isso seria seguido por cadeias de consequências econômicas em todos os Estados Unidos, que até agora a população norte-americana nem sequer sente.
"Sentiremos o impacto principal no verão", concluiu o especialista norte-americano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira (6) que encerraria a operação Fúria Épica se Teerã aceitasse as condições de Washington.
Em 3 de maio, os Estados Unidos enviaram ao lado paquistanês uma resposta à proposta do Irã, composta por 14 pontos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que Teerã ainda estava considerando o documento, mas, até o momento, não tomou uma decisão final.