O portal aponta que esse isótopo de hidrogênio é muito menos comum em nosso Sistema Solar, o que permite que os cientistas obtenham novas perspectivas sobre os processos planetários em toda a galáxia.
Há menos de um ano, astrônomos detectaram o cometa 3I/ATLAS, um raro visitante interestelar, apenas o terceiro confirmado a chegar ao nosso Sistema Solar, e que oferece pistas vitais sobre seu ambiente de origem distante.
Cometa interestelar 3I/ATLAS.
© Foto / U-M News/Hans Anderson
"O novo estudo [...] sugere que o cometa nasceu em condições muito mais frias do que as que moldaram o nosso próprio Sistema Solar. As descobertas são provenientes de uma análise da composição incomum da água do cometa, a qual revelou níveis extraordinariamente altos de deutério, uma forma mais pesada de hidrogênio", ressalta a publicação.
Essa proporção de deutério foi cerca de 30 vezes maior do que a encontrada em cometas do nosso Sistema Solar e 40 vezes maior do que a presente nos oceanos terrestres.
Ao mesmo tempo, a equipe destacou que o cometa provavelmente se formou em uma região com níveis mais baixos de radiação.
Essa é a primeira vez que os cientistas realizam com sucesso esse tipo de análise da água de um objeto interestelar.
O estudo demonstra que os astrônomos poderão, em breve, analisar quimicamente mais visitantes desse tipo, a fim de entender a formação de sistemas planetários em toda a galáxia, conclui a reportagem.