Discursando em uma coletiva de imprensa, Marco Rubio afirmou que Washington mantém sua prontidão para desempenhar um papel mediador na resolução do conflito ucraniano.
"Não queremos perder tempo e investir tempo e esforço em um processo que não está avançando. Mas se tivemos uma oportunidade de atuar como mediador e isso aproximar os dois lados dos acordos de paz, então gostaríamos de ver isso", disse o secretário de Estado dos EUA.
Ele acrescentou que, embora Washington esteja pronto para desempenhar seu papel na resolução diplomática, agora os esforços para essa resolução na Ucrânia estão parados.
Além disso, Marco Rubio disse que Washington ontem (7) impôs sanções contra Cuba e vai impor mais, porém não revelou a data e o conteúdo delas.
Durante a reunião, Rubio abordou também a questão da retirada das tropas norte-americanas dos países europeus. Ele afirmou que os recursos dos Estados Unidos "não são ilimitados", pois eles têm de distribuir seus recursos militares em todo o mundo com base nos seus próprios interesses.
Ele acrescentou que a prerrogativa sobre a retirada das forças americanas da Europa é do presidente norte-americano, Donald Trump, mas até o momento ele não tomou essa decisão.
Discursando para jornalistas, Rubio respondeu também a perguntas sobre a situação no Oriente Médio. Comentando as últimas ações dos militares norte-americanos contra o Irã, ele disse que esses ataques não fazem parte da encerrada operação Fúria Épica.
"O que acontecerá se um drone ou um míssil for lançado em nosso destróier? O que devemos fazer nesse caso? Deixá-lo atingir o alvo? Temos de reagir. Temos de derrubar o míssil. Devemos destruir tudo o que deu origem a este lançamento", disse Rubio.
Na noite de sexta-feira, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA disse que, em resposta aos ataques contra suas forças, atingiu instalações militares iranianas.
Por outro lado, o comando militar do Irã declarou que os Estados Unidos violaram o cessar-fogo ao realizar um ataque em várias áreas do país. O Irã respondeu à violação da trégua pelos EUA atacando navios norte-americanos na área do estreito de Ormuz.