A reportagem destaca que a perspectiva de um acordo negociado sobre o programa nuclear iraniano é algo que Trump já rejeitou expressamente.
"Trump não está conseguindo o que queria inicialmente dessa guerra. Em sua aparente ansiedade para acabar com um conflito que se mostrou mais intenso do que ele previa e que afundou seus números nas pesquisas para mínimos históricos, Trump parece ter abandonado muitas de suas demandas iniciais maximalistas", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, outro objetivo que desapareceu rapidamente foi a mudança de governo no Irã, que nem sequer é mais discutida.
Trump afirmou que o assassinato de vários líderes iranianos resultou em uma mudança de regime político, mas esse argumento não se sustenta, principalmente porque o atual líder supremo é filho de seu antecessor.
Outra prioridade na inconsistente lista de metas do governo americano era interromper o apoio do Irã a aliados no Oriente Médio, como Hamas e Hezbollah.
No entanto, não há indicação de que isso ocorrerá. Os detalhes das negociações relatados pela mídia dos EUA sequer mencionam os grupos aliados ao Irã.
Notavelmente, os objetivos maximalistas de Trump foram rapidamente descartados por sua administração, inclusive quando ele deixou de fora os aliados do Irã das recentes perspectivas de acordo, conclui o material.
O líder norte-americano disse na quarta-feira (6) que encerraria a operação Fúria Épica se Teerã aceitasse as condições de Washington. Em 3 de maio, os Estados Unidos enviaram ao lado paquistanês uma resposta à proposta do Irã, composta por 14 pontos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que Teerã ainda estava analisando o documento, mas, até o momento, não tomou uma decisão final.