Conforme publicado pelo Globo, a chapa bolsonarista tenta se afastar de Ciro Nogueira, mas sem afetar a parceria com a federação União-PP. De acordo com interlocutores, Flávio tentará associar o escândalo do Master ao PT. Desta forma, ter um aliado envolvido neste caso afetaria a estratégia do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ciro Nogueira é apontado pela PF como destinatário central das vantagens indevidas de Vorcaro. A investigação indica que o senador atuou para favorecer interesses do banqueiro, inclusive apresentando emenda cuja redação, segundo a Polícia Federal, reproduziu texto redigido pelo Master.
A avaliação do ciclo próximo de Flávio é que não há espaço para movimentações bruscas neste momento. Ou seja, a estratégia será "deixar decantar" os desdobramentos das apurações da PF sobre o envolvimento do presidente do PP no caso Master.
Horas após a operação, Flávio classificou como "grave" as acusações contra Ciro Nogueira. O senador pediu apuração "com rigor e transparência" e respeito ao devido processo legal. Também elogiou o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) e indicado por Jair.
A nota, por sua vez, não foi vista com bons olhos por partidários do PP, que acharam as falas em um tom acima do necessário. Já a equipe de Flávio acredita que o PT irá usar o termo "Bolso Master" para ligar a campanha do filho de Jair ao escândalo do Master.
Uma das formas encontradas pelo PL para manter uma forte presença do centrão na chapa sem causar desgaste político seria chamar o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) para vice-presidente. Na visão dos bolsonaristas, Zema conseguiria fazer o papel de mediador com o mercado e o agronegócio sem se manchar com o caso Master.