A Bharat fará o processo de forjamento de peças, que consiste na moldagem de metal sob altíssima pressão e temperatura. Conforme divulgado pela Embraer, a parceria com a empresa indiana "reforça a estratégia da companhia de expandir e diversificar sua base de fornecedores".
"Este contrato reforça nossos planos de criar uma cadeia de suprimentos mais resiliente e competitiva, além de nosso compromisso com o desenvolvimento da indústria aeroespeacial indiana", explicou Roberto Chaves, vice-presidente executivo de Suprimentos Globais e Cadeia de Produção da Embraer.
Em nota, a empresa brasileira afirmou que o acordo "reflete o compromisso da Embraer em fortalecer o ecossistema aeroespacial na Índia e em gerar valor de longo prazo em toda a cadeia de suprimentos".
"O acordo ocorre em um momento em que a Embraer continua ampliando sua presença no país [Índia] e mantém diálogo ativo com líderes da indústria local e autoridades governamentais."
Em outubro do ano passado, o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, foi até a Índia para celebrar acordos comerciais com Nova Deli, em um movimento que aproximou também a indústria privada dos dois países.
"É uma missão de trabalho para abrir comércio, investimentos e gerar emprego em ambos os países. O Brasil está de portas abertas para fazer mais, melhor e mais rápido com a Índia", disse Alckmin à época.
Atualmente, a Embraer mantém um escritório regional em Nova Deli, capital da Índia, além de conversas para a venda de aeronaves E-145 e do avião militar multimissão C-390 ao país.
Em fevereiro, a Embraer e a Hindalco Industries Limited assinaram um Memorando de Entendimento para avaliar e explorar oportunidades na Índia. À época, a empresa brasileira explicou que a iniciativa tinha como objetivo a fabricação de matérias-primas em território indiano.