Na abertura do consistório, que reúne cerca de 150 cardeais na capital italiana, o pontífice declarou que “a meta a alcançar é sempre a de favorecer a harmonia no trabalho dos diferentes dicastérios [ministérios da cúria] e gabinetes para, ao final, estabelecer uma colaboração mais eficaz e com absoluta transparência".
O papa explicou que nos próximos dois dias vai ser apresentada uma síntese do trabalho feito pelo grupo de nove cardeais encarregado de elaborar a nova Constituição. Além disso, Francisco lembrou que a reforma foi pedida pelos cardeais antes do início do conclave em que foi eleito, acrescentando que o processo “não será fácil” e exigirá “tempo, determinação e, sobretudo, colaboração de todos”.
Nesta fase, segundo o líder católico, uma das hipóteses mais consistentes para simplificar o governo da Igreja é a de englobar em dois ministérios os atuais dicastérios relacionados com “caridade, justiça e paz”, por um lado, e “laicidade, família e vida”, por outro. Após o discurso do papa, a reunião prosseguiu a portas fechadas.