Keiko estava à frente com 38,04% dos votos, como previam as sondagens de boca de urna, seguida pelo economista Pedro Pablo Kuczynski, com 25,48%, com base na contagem de 20% dos votos, divulgados pelo tribunal eleitoral peruano, informou Agência Brasil.
Com menos de 50% dos votos, Keiko enfrentará Kuczynski no segundo turno, em 5 de junho.
"As últimas semanas têm mostrado mais polarização na campanha entre anti e pro fujimorismo. Esta é uma espécie de prévia do que vai acontecer durante o segundo turno, o que ainda não está claro", disse à Agência Sputnik o diretor da Escola de Ciência Política da Universidade Antonio Ruiz de Montoya, Carlos Fernandez.
A campanha eleitoral foi também cheia de polêmicas. Dos 19 candidatos que iniciaram a corrida presidencial, nove desistiram ou foram expulsos durante o processo, em parte devido a uma nova lei de partidos políticos que proíbe, sob pena de exclusão, o financiamento ilegal de campanha.
Dois dos principais concorrentes de Keiko, César Acuña e Julio Guzmán, foram desqualificados pelo órgão eleitoral peruano, que foi alvo de críticas devido à falta de critérios em seus vereditos.
Além disso, a candidatura de Keiko lidera em índices de rejeição e vem enfrentado cada vez mais resistência dos movimentos sociais, que têm organizado protestos e manifestações. Na terça-feira passada, 5, por exemplo, milhares de manifestantes tomaram as ruas de Lima e de outras cidades peruanas protestando contra a permanência da candidata na disputa.