Durante a posse em cerimônia no Palácio do Planalto, a servidora de carreira da AGU pregou a união em discurso e falou sobre sua prioridade à frente do cargo, que será a de levar a harmonia para o diálogo entre o governo e o Supremo em causas da União.
"Que cada um, que cada qual em sua função possa envidar todos os esforços nesse momento de reconstrução nacional, é muito importante que nós estejamos unidos, porque nós todos temos a plena convicção de que o maior beneficiário desse trabalho unido, harmônico entre os poderes da República, Ministério Público e também a Advocacia-Geral da União, o beneficiário direito e toda a sociedade e toda a coletividade."
Grace Mendonça falou ainda sobre a importante atuação da Advocacia Geral da União, ressaltando o papel dos advogados públicos federais em 2015, que de acordo com ela conseguiram evitar o desvio de cerca de R$ 57 bilhões de reais fossem desviados.
"Em defesa do erário, a AGU tem buscado evitar, que recursos públicos sejam desviados, na certeza de que cada real mal aplicado implica-se em prejuízo direito para a efetivação das políticas públicas federais. Só em 2015, a atuação dos advogados públicos federais evitou que R$ 57 bilhões fossem desviados. A sociedade, portanto, é a primeira beneficiária dos resultados obtidos pela nossa instituição."
Ao se questionada pela imprensa, sobre as acusações de seu antecessor, Fábio Medina Osório de que a nova advogada-geral da União agiu à pedido do governo, para atrapalhar o trabalho do ex-ministro nas investigações da Operação Lava Jato contra corrupção no país, Grace Maria Mendonça disse que as declarações de Fábio Medina Osório não tem fundamento.
Após ser demitido, Fábio Medina Osório afirmou que seu desentendimento com o governo teve início após solicitar acesso a inquéritos da operação que estavam no Supremo Tribunal Federal, pedindo que empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras realizassem a devolução do dinheiro aos cofres públicos.