O acordo intergovernamental (denominado HEU-LEU — sobre urânio de alto e baixo grau de enriquecimento) entre a Rússia e os EUA foi firmado em 1993 e deixou de vigorar em 2013. O programa, que recebeu o nome "Megatons para Megawatts", foi previsto para o prazo de 20 anos. No âmbito desse programa a corporação estatal russa Rosatom ficou responsável pela reciclagem comercial de 500 toneladas de urânio de alto grau de enriquecimento, transformando-o em urânio de baixo grau de enriquecimento com objetivo de produzir combustível para as usinas nucleares dos EUA.
Moscou informou que o abandono do Acordo sobre Plutônio de 2000 foi motivado pelas ações hostis de Washington em 3 de outubro.
"É evidente que a atual administração dos EUA não aceitará a abolição das leis mencionadas, nem o levantamento das sanções, nem a redução da presença militar norte-americana na Europa em prol do restabelecimento do acordo. Neste caso, a sua suspensão terá um caráter ilimitado em termos de prazo", anunciou o vice-chanceler russo Sergei Ryabkov discursando no Conselho da Federação em 24 de outubro.
O acordo sobre a utilização de plutônio militar previa que ambas as partes deveriam reciclar 34 toneladas de plutônio através da sua queima em reatores nucleares, a partir de 2018. A Rússia criou toda a infraestrutura necessária para destruir o plutônio, conforme estava previsto pelo acordo, mas os EUA não cumpriram as suas obrigações.
Segundo o projeto de lei agora aprovado, a decisão de restabelecer o acordo sobre plutônio pela parte russa é tomada pelo chefe de Estado russo.