O incidente ocorreu em 8 de junho perto da povoação de Al Tanf, no sul da Síria. Segundo a coalizão internacional liderada pelos EUA, um drone das forças governamentais sírias foi abatido após ter tentado atacar forças da oposição síria apoiada pela coalizão.
Mais tarde, foi informado que as forças terrestres da coalizão tinham sido atacadas, enquanto ao drone já faltava um dos mísseis.
Primeiro, os militares norte-americanos tentaram bloquear o aparelho com meios eletrônicos, mas não deu certo.
No entanto, o piloto norte-americano hesitou em abrir fogo imediatamente contra o veículo. Pois por perto havia dois caças russos Su-27, tão perto que ele podia ver suas insígnias de nacionalidade, segundo o Aviation Week. O piloto receava que, caso ele lançasse um ataque contra o drone, os caças poderiam considerar este como um ataque contra eles, explica o jornal.
"Tínhamos certeza que eles [Su-27] tinham mísseis do tipo ar-ar. Se eles quisessem se envolver no conflito, poderiam tê-lo feito", conta Jeremy Renken.
Uns dias depois, um avião da coalizão abateu um Su-22 da Força Aérea da Síria, e depois mais um drone. Nestes casos as decisões foram tomadas em apenas alguns minutos.
Depois disso, o Ministério da Defesa da Rússia suspendeu sua cooperação com a coalizão internacional, advertindo que quaisquer meios aéreos da coalizão internacional nas regiões do espaço aéreo sírio onde a aviação russa efetua suas missões de combate "serão acompanhados pelos meios aéreos e terrestres de defesa antiaérea russos e considerados como alvos aéreos".
Após junho passado, não têm sido reportados quaisquer outros incidentes entre aviões da coalizão e das forças russas ou sírias.