O general da Aeronáutica John Hyten, responsável pelo Comando Estratégico dos Estados Unidos, afirmou que uma ordem presidencial para lançar um ataque nuclear pode ser desobedecida se for considerada ilegal.
26 de maio 2017, 05:29
O militar explicou que já explicou a questão com Trump e ressaltou ao mandatário que avisaria se não poder levar o ataque ilegal adiante. A declaração foi dada em um fórum internacional de segurança em Halifax, no Canadá.
"Se a ordem for ilegal, direi: 'Senhor presidente, isso é ilegal'. Sabe o que ele vai fazer? Vai me perguntar: 'O que pode ser considerado legal?'", disse Hyten. "Neste caso, buscaremos alternativas à disposição para qualquer tipo de situação", esclareceu.
Esta é uma interpretação diferente da que se tinha até hoje sobre o uso de armas nucleares pelo presidente. A palavra presidencial sempre foi vista como autorização máxima e inquestionável, com o desrespeito à ordem sendo encarado como insubordinação. Todo presidente-eleito dos EUA recebe uma maleta com os códigos nucleares que liberam o armamento do país.
"Parece que algumas pessoas acham que somos estúpidos […]. Pensamos muito sobre estas questões. Quando se tem essa responsabilidade, como é possível não pensar sobre isso?", completou Hyten.

