Sua queda drástica ocorreu após a Índia ter declarado a ilegalidade das criptodivisas no país, um passo que vários países do mundo podem vir a seguir. Este e outros cenários ameaçam acabar com a criptomoeda mais popular no mercado.
Reguladores à caça
Se a Rússia, a China e os EUA anunciarem a proibição total do bitcoin, é possível que a moeda digital não morra, mas sem dúvidas perderá seu brilho. É evidente que o interesse dos investidores diminuirá se as transações da criptomoeda forem criminalizadas e se os principais investidores fugirem do mercado.
Colapso do câmbio
Quando a Mt. Gox, casa de câmbio de criptomoeda, colapsou em 2014, perderam-se 650 mil bitcoins em circunstâncias misteriosas. Esse foi considerado o maior ataque de hacking na história das criptomoedas até o da semana passada, quando foram roubados 500 milhões de dólares (R$ 1.610 milhões) em cripromoeda NEM.
As preocupações face a tais falhas de segurança podem resultar em uma perda total de confiança no bitcoin, o que levaria a um êxodo para o dinheiro fiduciário e as matérias-primas.
Na realidade, muitos participantes do mercado de criptomoedas decidiram abandonar o bitcoin e criar suas próprias moedas digitais – como bitcoin cash – porque o protocolo original do bitcoin é deficiente. Uma transação simples pode levar um tempo imprevisto (às vezes várias horas) e custa entre 10 e 140 dólares (entre R$ 32 e R$ 451).
"As pessoas que fazem expedições recebem as flechas e os colonos ficam com a riqueza. Por isso, se o bitcoin está fazendo expedições, há pessoas atrás", comentou à RT Blair Sheppard, líder de Estratégia Global da empresa PwC.