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Política energética de Biden pode pesar no bolso de todo o mundo na hora de comprar gasolina?

© AP Photo / Gregory BullChama queima em refinaria então operada pela Shell, atualmente de posse da mexicana Pemex, em Deer Park, Texas. EUA, 31 de agosto de 2017
Chama queima em refinaria então operada pela Shell, atualmente de posse da mexicana Pemex, em Deer Park, Texas. EUA, 31 de agosto de 2017 - Sputnik Brasil, 1920, 08.11.2022
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A política energética aplicada pela administração Biden levará não só a um aumento dos preços dos combustíveis nos EUA, mas também a um aumento global dos preços do petróleo. Vladimir Demidov, especialista em recursos e mercados energéticos, explicou à Sputnik como isso afetará a economia russa.
O especialista destacou que diante da decisão da OPEP+ de reduzir a produção de petróleo, de a Rússia deixar de fornecer petróleo à Europa, e de o gás e o petróleo serem mais rentáveis para vender à Europa e à Ásia, Estados Unidos têm de fornecer o seu petróleo ao mercado externo, deixando o mercado interno norte-americano em escassez, o que poderia levar a um aumento significativo dos preços da energia a médio prazo.
"Os EUA começaram a tirar petróleo da sua reserva estratégica, que já era extremamente baixa, cerca de 400 milhões de barris, o nível mais baixo em 25 anos. Além disso, eles começaram a tirá-lo a um ritmo ainda mais rápido", disse Demidov.
Ele especificou que em janeiro do ano que vem os EUA devem anunciar os volumes exatos de suas estratégicas de petróleo e se a tendência continuar e se se revelar que eles são muito baixos, então "os preços do petróleo vão disparar no mundo".
Em relação ao mercado russo, o especialista assinalou que está se formando um novo mercado petrolífero, que se centra especificamente no produto russo e trabalha apenas com fornecedores russos.
"A curto prazo, é claro, os preços aumentarão. Em primeiro lugar, em dezembro a Rússia terá de se retirar do mercado europeu de petróleo transportado por via marítima. Naturalmente, vai ser exigido que se encontre um número necessário de navios que possam transportar o petróleo russo para a Ásia ou para outros países que depois revenderão o petróleo russo por todo o mundo, […] mas estes custos vão baixar e, eventualmente, poderemos comparar o que aconteceu no início do ano e agora, ou seja, quando o desconto do petróleo russo começou a baixar substancialmente. Penso que acontecerá o mesmo. Os fornecedores russos acabarão encontrando uma forma de fornecer petróleo aos novos mercados, ou a Rússia encontrará uma forma de fornecer também o seu petróleo aos antigos mercados de onde saiu", acrescentou.
Os preços do gás na Europa estão caindo e os depósitos de gás foram preenchidos de 95% a 100% porque a Europa fez um grande esforço. Sem contar que este outono no Hemisfério Norte está muito quente para esta época do ano, mas, em breve, a temperatura começará a cair e os preços poderão disparar.
Técnico de petróleo iraniano verifica as instalações do separador de óleo no campo petrolífero de Azadegan, perto de Ahvaz, Irã (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 28.10.2022
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De acordo com os mais recentes números do Departamento de Energia norte-americano, as reservas totais de emergência de petróleo dos EUA estão atualmente em 401,7 milhões de barris em queda constante desde março. Com a economia dos EUA consumindo cerca de 20 milhões de barris por dia, a reserva atualmente tem petróleo bruto suficiente para durar apenas 20 dias se a produção e as importações forem de alguma forma interrompidas devido a uma emergência.
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