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China alerta para 'guerra comercial' com UE e sanciona Lockheed Martin por vendas de armas a Taiwan

© AFP 2023 / Jhon Macdougall Uma bandeira chinesa (D) e da UE tremula em frente ao palácio presidencial "Schloss Bellevue" em Berlim (foto de arquivo)
Uma bandeira chinesa (D) e da UE tremula em frente ao palácio presidencial Schloss Bellevue em Berlim (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 21.06.2024
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A China impôs sanções contra algumas subsidiárias e executivos seniores da Lockheed Martin em resposta às vendas de armas dos Estados Unidos para Taiwan, informou o Ministério das Relações Exteriores da China em um comunicado, nesta sexta-feira (21).
De acordo com o comunicado da pasta, citado pela Reuters, Pequim congelará bens móveis, imóveis e outros tipos de bens dos altos executivos da Lockheed Martin, incluindo seu presidente, James Donald Taiclet, e os impedirá de entrar no país.
As empresas na lista de sanções incluem: Lockheed Martin Missile System Integration Lab, Lockheed Martin Advanced Technology Laboratories e Lockheed Martin Ventures.
A China apelou repetidamente aos EUA, um importante apoiador internacional e fornecedor de armas para Taiwan para que parem com as vendas de armas à ilha. Mas na quarta-feira (19), Washington aprovou mais US$ 360 milhões (R$ 1,8 bilhão) em apoio militar para Taipé, conforme noticiado.
O gigante asiático enfrenta diversos problemas com os norte-americanos, incluindo a nova taxação de produtos importandos chineses anunciada pelo governo Biden recentemente.
Bandeiras dos EUA e da China em uma sala onde o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, se reúne com o ministro de Segurança Pública da China, Wang Xiaohong, na Diaoyutai State Guesthouse, 26 de abril de 2024, em Pequim, China - Sputnik Brasil, 1920, 14.05.2024
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China reage a novas tarifas dos EUA e promete ação resoluta: 'Biden quebra seus compromissos'
Em meio a milhares de produtos que tiveram suas tarifas elevadas, estão os carros elétricos chineses, os quais também foram taxados pela União Europeia na semana passada.
Também nesta sexta-feira (21), Pequim alertou que o aumento dos atritos com a UE sobre as importações de veículos elétricos poderia desencadear uma guerra comercial, quando o ministro da Economia da Alemanha, Robert Habeck, chegou à capital chinesa com as tarifas propostas no topo de sua agenda.
A viagem de três dias de Habeck é a primeira de um alto funcionário europeu desde que Bruxelas propôs pesadas tarifas sobre as importações de veículos elétricos fabricados na China para combater os subsídios excessivos.
Isso desencadeou contramedidas pelo lado chinês e duras críticas de seus líderes.
O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel (à direita), e o chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell (à esquerda), falam antes de uma cúpula UE-China com o primeiro-ministro chinês por videoconferência no edifício do Conselho Europeu em Bruxelas (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 12.06.2024
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UE impõe tarifas de até 38% em carros elétricos chineses; montadoras citam 'medo de retaliação'
Os fabricantes de automóveis chineses instaram Pequim a aumentar as tarifas sobre os carros europeus importados movidos a gasolina, ao mesmo tempo em que o governo lançou uma investigação de dumping nas importações de carne de porco da UE em retaliação à medida da Comissão Europeia.
"A responsabilidade é inteiramente do lado da UE. Na sua investigação sobre direitos compensatórios, o lado europeu intimidou e coagiu as empresas chinesas, ameaçou aplicar tarifas punitivas elevadas e exigiu informações excessivamente amplas", disse um porta-voz do Ministério do Comércio da China em um comunicado, citado pela mídia.
A visita de Habeck é vista como uma oportunidade para a Alemanha, a maior economia da Europa, explicar às autoridades chinesas o recente anúncio tarifário.
A voz da alemã tem um peso especial, uma vez que os seus principais fabricantes de automóveis opuseram-se veementemente às tarifas do bloco europeu. Berlim apelou ao diálogo, ao mesmo tempo que espera que a China chegue a um acordo.
Os fabricantes de automóveis do país seriam os mais expostos a quaisquer contramedidas da China, já que quase um terço das suas vendas vieram da economia de US$ 18,6 bilhões (R$ 101,3 bilhões) no ano passado.
A decisão da UE sobre as tarifas de veículos elétricos mergulhou os laços comerciais com a segunda maior economia do mundo para um novo mínimo.
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