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RJ: policiais que abordaram jovens negros filhos de diplomatas vão responder por injúria racial

© ReproduçãoPoliciais militares do Rio de Janeiro durante abordagem a adolescentes na capital fluminense.
Policiais militares do Rio de Janeiro durante abordagem a adolescentes na capital fluminense. - Sputnik Brasil, 1920, 06.07.2024
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Grupo foi abordado quando caminhava em Ipanema. Segundo testemunhas, agentes foram mais truculentos com os três jovens negros do grupo. Itamaraty enviou pedido formal de desculpa em reunião com diplomatas do Gabão e de Burkina Faso.
Os dois policiais militares que realizaram a abordagem de filhos de diplomatas do Gabão, de Burkina Faso e do Canadá, em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, vão ser investigados por injúria racial.
O caso aconteceu na noite de quarta-feira (3), quando os três jovens, todos negros, caminhavam pela rua acompanhados de dois amigos brasileiros, sendo ambos brancos. Os jovens têm idades entre 13 e 14 anos, e estavam de férias no Rio de Janeiro. Eles foram abordados quando deixavam um amigo na porta de casa.
Imagens gravadas por câmeras de segurança mostram os agentes descendo da viatura e abordando abruptamente os jovens, sem perguntar nada aos adolescentes. Eles foram forçados se encostarem contra um muro enquanto eram revistados por agentes com armas em punho.
Policiais militares do Rio de Janeiro distribuem folhetos de campanha para coibir a violência contra a mulher no estado fluminense, em 20 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 04.07.2024
Notícias do Brasil
Itamaraty é acionado após PMs no Rio abordarem com fuzil jovens negros filhos de diplomatas
Em entrevista à emissora Globo, replicada pelo portal g1, um dos jovens brasileiros afirmou que a truculência foi maior com os três jovens negros do grupo.
"Muito mais tensão vindo para eles, com muito mais agressividade, os encostando na parede, levantando o braço, do que comigo", afirmou o adolescente.
Segundo o adolescente, um dos três jovens negros machucou o braço por conta da forma como foi prensado contra o muro. Ele também afirmou que o outro jovem branco não foi revistado.
O jovem canadense afirmou que não estava preparado para esse tipo de abordagem vindo de um policial.

"Eu não estava preparado para o policial. Eu estava mais preparado para ser roubado pelos bandidos, coisa assim", contou o jovem.

O caso gerou repercussão e o Ministério das Relações Exteriores se reuniu com embaixadores do Gabão e Burkina Faso em Brasília para falar sobre a abordagem.

"Na reunião, foi entregue em mãos dos embaixadores estrangeiros nota verbal com um pedido formal de desculpas pelo lado brasileiro, e o anúncio de que o Ministério de Relações Exteriores acionará o Governo do Estado do Rio de Janeiro, solicitando apuração rigorosa e responsabilização adequada dos policiais envolvidos na abordagem", afirmou um comunicado do Itamaraty.

Os dois policiais envolvidos no caso atuam na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Vidigal, na Zona Sul da cidade, e o caso está sendo investigado pela Delegacia de Apoio ao Turismo (Deat) e pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).
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