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'Retrocesso grave': Gleisi diz que Lula vai vetar PL da Dosimetria

© Foto / Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência BrasilGleisi Hoffmann durante assinatura do Projeto de Lei que prevê Isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês, em Brasília (DF). Brasil, 18 de março de 2025
Gleisi Hoffmann durante assinatura do Projeto de Lei que prevê Isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês, em Brasília (DF). Brasil, 18 de março de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 17.12.2025
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve vetar o projeto de lei que altera critérios de dosimetria penal e reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi revelada pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, nesta quarta-feira (17).
Em publicação nas redes sociais, Gleisi afirmou que a proposta representa uma afronta às decisões do Supremo Tribunal Federal e um enfraquecimento da legislação de proteção à democracia.
"A redução das penas de Jair Bolsonaro e demais golpistas, aprovada agora à noite no Senado, é um desrespeito à decisão do STF e um grave retrocesso na legislação que protege a democracia", publicou nas redes sociais.
Segundo a ministra, a condução do tema pela liderança do governo no Senado, durante a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), contrariou a posição do Palácio do Planalto.

"A condução desse tema pela liderança do governo no Senado na CCJ foi um erro lamentável, contrariando a orientação do governo, que desde o início foi contrária à proposta. O presidente Lula vetará esse projeto. Condenados por atentar contra a democracia têm de pagar por seus crimes", acrescentou.

A votação em plenário ocorreu após um acordo de procedimento articulado pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O senador reconheceu ter autorizado o avanço da proposta diante da avaliação de que o texto já contava com maioria suficiente para ser aprovado.
Em contrapartida, buscou apoio para acelerar a tramitação de um projeto de interesse da equipe econômica, que prevê o corte de incentivos fiscais e o aumento da tributação sobre apostas esportivas, fintechs e juros sobre capital próprio. Porém, aliados relataram contrariedade de Lula com a decisão.
Plenário do Senado, em Brasília (DF) - Sputnik Brasil, 1920, 17.12.2025
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Senado aprova projeto que reduz pena de Bolsonaro e condenados do 8/1
O projeto começou a tramitar ainda em 2024, na Câmara dos Deputados, a partir de iniciativas da oposição que defendiam uma anistia ampla aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. Versões iniciais do texto chegaram a prever o perdão de crimes que extrapolavam os atos antidemocráticos, o que poderia beneficiar inclusive parlamentares investigados.
Diante da resistência interna e do risco de judicialização, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), transferiu a relatoria ao deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Com interlocução no STF, o parlamentar reformulou o projeto e substituiu a anistia por alterações técnicas no cálculo das penas, por meio da revisão da dosimetria penal.
Um dos pontos mais polêmicos era a possibilidade de a redução de penas beneficiar condenados por outros crimes violentos, como os envolvidos em organizações criminosas e delitos contra a administração pública. Com as mudanças, o PL agora vale apenas para os condenados pelos crimes cometidos no contexto dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Se o projeto entrar em vigor, parlamentares acreditam o ex-presidente Bolsonaro, Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, teria uma pena em regime fechado reduzida de 5 anos e 11 meses para aproximadamente 3 anos e 3 meses, o que permite que ele avance na progressão já em 2029.
O relator da proposta na Câmara, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), estima uma redução ainda maior, chegando a 2 anos e 4 meses.
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