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Bulgária adere ao euro como moeda oficial e gera protestos em massa contra a medida

© AP Photo / Matthias RietschelNotas de euro sobre uma mesa no balcão de um banco em Dresden, Alemanha, 22 de junho de 2009
Notas de euro sobre uma mesa no balcão de um banco em Dresden, Alemanha, 22 de junho de 2009 - Sputnik Brasil, 1920, 01.01.2026
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A Bulgária passa a adotar oficialmente o euro como moeda nacional a partir de 1º de janeiro, tornando-se o 21º país a integrar a zona do euro. A adesão foi aprovada pelo Conselho da União Europeia em 8 de julho, que confirmou a entrada do país no bloco monetário e definiu o câmbio oficial.
O país é membro da União Europeia desde 2007 e conclui agora o processo de adoção da moeda única.
A decisão foi precedida por amplo debate interno. Em Sófia e em outras grandes cidades, opositores ao fim da moeda nacional, o lev búlgaro, realizaram amplas manifestações contra a entrada na zona do euro.
Em agosto de 2024, o Parlamento búlgaro aprovou em definitivo a lei que institui o euro como moeda nacional. O presidente Rumen Radev tentou barrar a medida no Tribunal Constitucional, ao questionar a rejeição de um referendo nacional sobre o tema.
Embora a corte tenha considerado ilegal a negativa do Parlamento em realizar a consulta popular, a decisão não alterou o cronograma de adesão ao euro.
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A medida ainda acontece em meio à crise do bloco, que convive com um crescimento estagnado, além de problemas políticos e econômicos. Em publicação recente, o jornal The New York Times afirmou que a Europa atravessa hoje um de seus piores momentos devido à estagnação industrial e à crescente dependência econômica de outros grandes atores globais.
"O crescimento econômico, há muito tempo lento, praticamente desapareceu, e até mesmo a Alemanha, um gigante industrial, enfrenta recessão. O dinamismo se esvaiu, substituído por uma dependência dolorosa", diz o texto.
Os autores da análise destacam que os produtos e as tecnologias avançadas chegam à Europa dos Estados Unidos, enquanto os minérios mais importantes são fornecidos pela China. E isso, segundo o artigo, representa uma grave ameaça aos europeus.
Citando um relatório do ex-primeiro-ministro italiano e ex-presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, os autores afirmam que a economia europeia enfrenta inúmeros problemas, desde baixa competitividade até produtividade estagnada.
Quanto à defesa de seus interesses no cenário internacional, o texto ressalta que os países europeus dependem fortemente do apoio militar e financeiro dos Estados Unidos, apesar de sua aspiração por independência nessa área.
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