EUA ampliam sanções e ações militares para pressionar Maduro e o setor petrolífero venezuelano

© AP Photo / Ariana Cubillos
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EUA ampliam a pressão sobre Nicolás Maduro ao sancionar quatro empresas ligadas ao petróleo venezuelano e bloquear petroleiros, enquanto reforçam ações militares no Caribe sob a justificativa de combater o narcotráfico, elevando a tensão com Caracas.
Os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra quatro empresas de comércio de petróleo que operam na Venezuela, intensificando a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro. A medida, divulgada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), mira diretamente o setor petrolífero venezuelano, considerado vital para a sobrevivência econômica do regime em Caracas.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo Trump não permitirá que Maduro lucre com petróleo enquanto, segundo Washington, o regime estaria envolvido no envio de drogas para os EUA. Ele reforçou que a "campanha de pressão" continuará, sustentando a acusação de que Maduro lidera uma organização de narcotráfico.
Quatro petroleiros — Nord Star, Rosalind, Della e Valiant — foram bloqueados, e seus proprietários e operadores também serão sancionados. O Departamento de Estado declarou que o governo Trump está comprometido em desmantelar a rede que sustenta o "regime ilegítimo" de Maduro. Caracas não respondeu oficialmente às declarações norte-americanas.
Segundo o Financial Times (FT), as sanções se somam a outras ações recentes, incluindo tentativas da Guarda Costeira dos EUA de interceptar petroleiros sancionados no Caribe. Apesar da pressão, as exportações de petróleo venezuelano cresceram nos últimos meses, com destino principalmente à China e Cuba. Trump chegou a anunciar um "bloqueio total" a navios sancionados que entrem ou saiam da Venezuela.
Paralelamente às medidas econômicas, os EUA ampliaram sua presença militar no Caribe e lançaram ataques contra embarcações que afirmam estar ligadas ao narcotráfico. Ainda de acordo com o FT, o Comando Sul relatou "ataques cinéticos" contra cinco barcos em dois dias, resultando na morte de oito pessoas, com autorização do secretário de Defesa, Pete Hegseth.
Maduro acusa Washington de usar a presença naval como pretexto para tentar derrubá-lo e classificou como mentira a declaração de Trump sobre uma explosão em uma área portuária venezuelana supostamente usada para distribuição de drogas. Segundo o líder venezuelano, os EUA espalham notícias falsas e travam uma guerra contra a Venezuela, ignorando o direito internacional.


