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França anuncia suspensão de importação de produtos agrícolas sul-americanos
França anuncia suspensão de importação de produtos agrícolas sul-americanos
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A França declarou que vai suspender a importação de produtos agrícolas de países da América do Sul contendo resíduos de substâncias proibidas na União Europeia... 05.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-05T15:34-0300
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O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou em suas redes sociais que nos próximos dias será decretado a proibição de importação de produtos agrícolas que contenham os pesticidas mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim.Muito utilizados em frutas como abacates, mangas, goiabas, uvas e maçãs, os agrotóxicos são liberados no Brasil. Lecornu afirmou que os controles sobre importações "serão fortemente reforçados" no país, pois se trata de uma questão de "bom senso":"Um primeiro passo para proteger nossas cadeias de suprimentos e nossos consumidores, e para combater a concorrência desleal, uma verdadeira questão de justiça e equidade para nossos agricultores."A União Europeia é o principal destino das exportações de frutas do Brasil, que comprou 58,7% dessas exportações brasileiras de janeiro a novembro de 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura brasileiro. Países Baixos e a Espanha são os principais consumidores desses produtos. Deste total, a França foi responsável por 0,6%. O anúncio ocorre em meio ao impasse nas negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e a UE, devido à falta de consenso sobre as regras envolvendo produtos agropecuários nas transações. O acordo previa a redução ou eliminação de tarifas de importação e exportação entre os dois blocos e estava presvisto para ser assinado na Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, em dezembro passado, mas foi adiado para janeiro, a pedido da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.O acordo está travado porque Itália, Polônia e França buscam defender interesses dos agronegócios nacionais. Juntas, as nações representam cerca de 35% da população do bloco, explicou Pavese, entre os 27 Estados membros. Para aprovar o tratado é necessário que o sim represente pelo menos 65% da população do bloco.
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França anuncia suspensão de importação de produtos agrícolas sul-americanos
15:34 05.01.2026 (atualizado: 18:35 05.01.2026) A França declarou que vai suspender a importação de produtos agrícolas de países da América do Sul contendo resíduos de substâncias proibidas na União Europeia (UE).
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou em suas redes sociais que nos próximos dias será decretado a proibição de importação de produtos agrícolas que contenham os pesticidas mancozebe, glufosinato, tiofanato-metílico e carbendazim.
Muito utilizados em frutas como abacates, mangas, goiabas, uvas e maçãs, os agrotóxicos são liberados no Brasil. Lecornu afirmou que os controles sobre importações "serão fortemente reforçados" no país, pois se trata de uma questão de "bom senso":
"Um primeiro passo para proteger nossas cadeias de suprimentos e nossos consumidores, e para combater a concorrência desleal, uma verdadeira questão de justiça e equidade para nossos agricultores."
"Cabe agora à União Europeia ampliar rapidamente essas ações em todo o mercado europeu. Enquanto isso, decidimos agir imediatamente e iniciar esse movimento. O princípio será simples: as mesmas normas para todos, os mesmos controles para todos. Não é mais aceitável tolerar a presença de substâncias proibidas na França em produtos importados que entram no nosso mercado: é uma concorrência desleal, uma injustiça econômica e um problema para a saúde dos nossos consumidores", declarou.

24 de dezembro 2025, 17:48
A União Europeia é o principal destino das exportações de frutas do Brasil, que comprou 58,7% dessas exportações brasileiras de janeiro a novembro de 2025, segundo dados do Ministério da Agricultura brasileiro. Países Baixos e a Espanha são os principais consumidores desses produtos. Deste total, a França foi responsável por 0,6%.
O anúncio ocorre em meio ao impasse nas
negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e a UE, devido à falta de consenso sobre as regras envolvendo produtos agropecuários nas transações.
O acordo previa a redução ou eliminação de tarifas de importação e exportação entre os dois blocos e estava presvisto para ser assinado na
Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, em dezembro passado, mas
foi adiado para janeiro, a pedido da primeira-ministra italiana,
Giorgia Meloni.
O
acordo está travado porque
Itália, Polônia e França buscam defender interesses dos agronegócios nacionais. Juntas, as nações representam cerca de
35% da população do bloco, explicou Pavese, entre os 27 Estados membros. Para aprovar o tratado é necessário que o sim represente pelo menos
65% da população do bloco.Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
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