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Disparos são ouvidos próximo ao palácio presidencial da Venezuela (VÍDEO)

© AP Photo / Cristian HernandezGuarda Nacional da Venezuela bloqueia rua que leva até o palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, na Venezuela, em janeiro de 2026
Guarda Nacional da Venezuela bloqueia rua que leva até o palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, na Venezuela, em janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 05.01.2026
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Vídeos nas redes sociais mostram explosões no centro da capital da Venezuela, Caracas, na noite desta segunda-feira (5), supostamente próximas ao Palácio de Miraflores, sede do Executivo.
Os incidentes ocorrem após o ataque dos EUA, que sequestraram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no último fim de semana, durante a madrugada.
Mais cedo, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência do país sul-americano, após decisão da Suprema Corte que determinou sua nomeação.
Nas redes sociais, há relatos de projéteis visíveis no céu noturno e drones voando próximo à residência presidencial.
Também houve relatos de sistemas de defesa aérea sendo ativados e de veículos blindados se deslocando por partes da cidade.

Ministro venezuelano esclarece tiroteios em Caracas

O ministro das Comunicações da Venezuela, Freddy Ñáñez, explicou que "drones espiões sobrevoaram o centro de Caracas, entre o Palácio Miraflores e a vice-presidência, e nossa Guarda Presidencial abriu fogo preventivamente, pensando ou temendo o pior", afirmou.
No entanto, "em nenhum caso se tratou de um combate armado que tenha perturbado a paz e a ordem. Está tudo em perfeita ordem", enfatizou Ñáñez.

Maduro sequestro: relembre o contexto

Depois de quase dois meses de operações militares na região do mar do Caribe, tensões em alta e ameaças de invasão contra a Venezuela pelos Estados Unidos, o governo do presidente Donald Trump sequestrou Maduro, como justificativa o combate ao tráfico internacional de drogas, do qual Maduro seria o chefe da organização criminosa.
Trump chegou a declarar que governaria o país de forma provisória, o que foi refutado no dia seguinte pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e que tomaria o controle da indústria petrolífera venezuelana — Caracas conta com a maior reserva de petróleo do mundo, além de outros minerais de interesse na nova era tecnológica.
Levado para Nova York com a esposa Cilia Flores, Maduro passou por audiência de custódia nesta manhã, reafirmou inocência e passará por uma nova sessão somente em 17 de março, seguindo preso no Centro de Detenção Metropolitano, local chamado por advogados norte-americanos como o "inferno na Terra".
A União Europeia mostrou apoio a uma transação de governo no país sem endossar a operação. Argentina, Equador e Panamá defenderam os Estados Unidos, e Brasil, Colômbia, Rússia e China repudiaram a iniciativa por criar um precedente perigoso.
Depois de quase dois meses de operações militares na região do mar do Caribe, tensões em alta e ameaças de invasão contra a Venezuela pelos Estados Unidos, o governo do presidente Donald Trump sequestrou o homólogo venezuelano Nicolás Maduro no último fim de semana, durante a madrugada.
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