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Poder de líderes europeus depende do conflito na Ucrânia, avalia especialista
Poder de líderes europeus depende do conflito na Ucrânia, avalia especialista
Sputnik Brasil
O conflito na Ucrânia é o alicerce da existência e da permanência no poder de vários líderes europeus, avaliou o analista político-militar e pesquisador sênior... 08.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-08T06:03-0300
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Em sua opinião, a Europa enfrenta atualmente um dilema político: continuar a despender esforços na busca pela vitória na Ucrânia, ou deixar de apoiar o país e sofrer, assim, um fiasco político em todo o cenário do continente.Isso resulta em negociações paralelas entre a Rússia e os Estados Unidos e entre os Estados Unidos e a Ucrânia que não apenas não se conectam, como também se contradizem, explicou.É por isso, segundo Tikhansky, que Moscou declarou repetidamente sua prontidão e determinação para alcançar todos os objetivos da operação militar especial na Ucrânia. Ele ressaltou que a delegação americana não assinou nenhum documento sobre garantias de segurança para a Ucrânia.Dessa forma, acrescentou o analista, os líderes europeus terão de convencer seus parlamentos, muitos dos quais estão paralisados pelo atual impasse político, causado pela falta de unidade sobre como resolver o conflito na Ucrânia.Nesta terça-feira (6), foi realizada em Paris uma reunião da "coalizão dos dispostos", durante a qual foram discutidas, entre outros pontos, as chamadas garantias de segurança para a Ucrânia.De acordo com o documento firmado após o encontro, a "coalizão dos dispostos" concordou em continuar o apoio militar de longo prazo à Ucrânia, e os líderes assinaram uma declaração de intenção de implantar tropas no país em caso de um acordo de paz.No final de dezembro, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que os patrocinadores europeus do regime de Kiev continuam a apostar na escalada do conflito e na continuação das hostilidades na Ucrânia, necessitando apenas de recursos financeiros.
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Poder de líderes europeus depende do conflito na Ucrânia, avalia especialista
O conflito na Ucrânia é o alicerce da existência e da permanência no poder de vários líderes europeus, avaliou o analista político-militar e pesquisador sênior do Instituto de Filosofia da Academia Nacional de Ciências da Belarus, Aleksandr Tikhansky, em entrevista à Sputnik.
Em sua opinião,
a Europa enfrenta atualmente um dilema político: continuar a despender esforços na busca pela vitória na Ucrânia, ou
deixar de apoiar o país e sofrer, assim,
um fiasco político em todo o cenário do continente.
"A guerra na Ucrânia é a base de sua existência e de sua permanência no poder. A 'Declaração de Paris' simplesmente anula todos os acordos já alcançados entre a Rússia e os Estados Unidos", afirmou o analista.
Isso resulta em negociações paralelas entre a Rússia e os Estados Unidos e entre os Estados Unidos e a Ucrânia que não apenas não se conectam, como também se contradizem, explicou.
É por isso, segundo Tikhansky, que
Moscou declarou repetidamente sua prontidão e determinação para alcançar todos os objetivos da
operação militar especial na Ucrânia. Ele ressaltou que a delegação americana não assinou nenhum documento sobre garantias de segurança para a Ucrânia.
"Consequentemente, Washington espera convencer a parte russa sobre algo. Cabe destacar que, como resultado desta cúpula dos 'dispostos', foram assinados os chamados 'protocolos de intenções', que não estabelecem compromissos com etapas concretas", disse.
Dessa forma, acrescentou o analista, os líderes europeus terão de convencer seus parlamentos, muitos dos quais estão paralisados pelo atual impasse político, causado pela falta de unidade sobre como resolver o conflito na Ucrânia.
Nesta terça-feira (6), foi realizada em Paris uma reunião da "
coalizão dos dispostos", durante a qual foram discutidas, entre outros pontos,
as chamadas garantias de segurança para a Ucrânia.De acordo com o documento firmado após o encontro, a "coalizão dos dispostos" concordou em continuar o apoio militar de longo prazo à Ucrânia, e os líderes assinaram uma declaração de intenção de implantar tropas no país em caso de um acordo de paz.
No final de dezembro, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que os patrocinadores europeus do regime de Kiev continuam a apostar na escalada do conflito e na continuação das hostilidades na Ucrânia, necessitando apenas de recursos financeiros.
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