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EUA não têm mais capacidade de pressionar Irã militarmente, aponta estudo

© Depositphotos.com / Kachura OlegMísseis balísticos com bandeiras dos EUA e do Irã ao fundo
Mísseis balísticos com bandeiras dos EUA e do Irã ao fundo - Sputnik Brasil, 1920, 09.01.2026
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O potencial de influência militar dos Estados Unidos sobre o Irã já se esgotou, e em plena campanha eleitoral, ataques militares só seriam admissíveis em casos extremos, segundo relatório do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais da Academia de Ciências da Rússia, analisado pela Sputnik.
O documento indica que um ataque militar estadunidense contra o Irã só seria viável em caso de uma agressão direta que afetasse os próprios Estados Unidos.
Conforme o estudo, a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, pode intensificar a promoção dos Acordos de Abraão, buscando a normalização das relações de Israel com um número ainda maior de países, o que exigirá novos compromissos com Teerã.

"O potencial de ação militar já se esgotou. Em período de campanha eleitoral, o emprego de ataques militares só é admissível em casos extremos, como resposta a ações agressivas do Irã que afetem os próprios Estados Unidos", ressalta a pesquisa.

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Paralelamente, Washington, de acordo com os analistas, manterá uma estratégia de flexibilidade situacional, combinando pressão com a possibilidade de negociações.
Anteriormente, Trump afirmou que apoiaria novos ataques contra o Irã caso Teerã tentasse prosseguir com o desenvolvimento de programas nucleares e de mísseis.
Em 13 de junho de 2025, Israel iniciou uma operação contra o Irã, acusando-o de manter um programa nuclear militar secreto. Os alvos dos bombardeios aéreos e dos ataques de grupos de elite foram instalações nucleares, oficiais generais, proeminentes físicos nucleares e bases aéreas.
O Irã rejeitou as acusações e respondeu com seus próprios ataques. Durante doze dias, as partes trocaram golpes, ação à qual os EUA se juntaram realizando um ataque pontual, na noite de 22 de junho, contra instalações nucleares iranianas. No dia seguinte, Teerã lançou mísseis contra a base Al Udeid dos Estados Unidos no Catar, enfatizando que não pretendia prosseguir com a escalada.
Trump, então, manifestou a esperança de que o ataque à base militar norte-americana no Catar representasse um "desabafo" por parte do Irã, abrindo caminho para a paz e a harmonia no Oriente Médio. Ele acrescentou que Israel e o Irã concordaram em firmar um cessar-fogo que, após 24 horas, se tornaria "o fim oficial da guerra de doze dias".
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