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Dinamarca contesta 'ameaça' e diz que Groenlândia não tem atividade russa ou chinesa há 10 anos
Dinamarca contesta 'ameaça' e diz que Groenlândia não tem atividade russa ou chinesa há 10 anos
Sputnik Brasil
A Dinamarca contestou publicamente a narrativa de ameaça russa e chinesa à Groenlândia usada pela Casa Branca para justificar a pressão pela anexação do... 14.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-14T17:00-0300
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2026-01-14T18:46-0300
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Segundo informações da inteligência dinamarquesa, não há registro de navios chineses operando na região há cerca de uma década, nem indícios concretos de movimentações russas que sustentem o discurso de risco iminente à segurança.A avaliação foi reafirmada nesta quarta-feira (14) pelo chanceler dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, após encontros em Washington com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o vice-presidente J. D. Vance. De acordo com Rasmussen, a insistência do presidente Donald Trump em associar a Groenlândia a uma ameaça externa não encontra respaldo nos dados disponíveis.Apesar disso, o governo dinamarquês reconhece que não conseguiu alterar a posição dos Estados Unidos. "Está claro que o presidente deseja anexar a Groenlândia. Deixamos muito claro que isso não atende aos interesses do reino", afirmou Rasmussen, ao resumir o resultado das conversas.A reunião evidenciou o que Copenhague classifica como um "desacordo fundamental" com Washington sobre o futuro da ilha, que é um território autônomo sob soberania da Dinamarca. Ainda assim, as partes concordaram em criar um grupo de trabalho de alto nível para tentar avançar no diálogo. A proposta, segundo Rasmussen, é discutir preocupações de segurança dos EUA sem ultrapassar as linhas vermelhas do reino dinamarquês e da Groenlândia.Trump tem defendido que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) deveria apoiar a transferência do controle da ilha para os Estados Unidos, alegando que qualquer alternativa seria "inaceitável" do ponto de vista estratégico. Em publicações recentes, o presidente voltou a afirmar que Washington "precisa da Groenlândia para a segurança nacional" e que, se os EUA não assumirem o controle, Rússia ou China o fariam.Maior presença militar no ÁrticoEm resposta ao aumento da pressão americana, a Dinamarca anunciou o reforço de sua presença militar no Ártico e no Atlântico Norte, em cooperação com aliados. O ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, afirmou que haverá mais exercícios e maior circulação de aviões, navios e tropas na região, inclusive com a participação de outros países da OTAN.Autoridades dinamarquesas e groenlandesas reforçam que os Estados Unidos já possuem ampla presença militar na região, amparada por um tratado de 1951, e que qualquer ampliação pode ocorrer dentro desse marco legal, sem necessidade de anexação. Mesmo diante do impasse, Rasmussen e a ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, afirmam que o diálogo seguirá aberto, em defesa da integridade territorial do reino e do direito de autodeterminação do povo groenlandês.
https://noticiabrasil.net.br/20260114/ue-nao-pode-proteger-groenlandia-porque-esta-totalmente-dependente-dos-eua-diz-politico-47022516.html
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Dinamarca contesta 'ameaça' e diz que Groenlândia não tem atividade russa ou chinesa há 10 anos
17:00 14.01.2026 (atualizado: 18:46 14.01.2026) A Dinamarca contestou publicamente a narrativa de ameaça russa e chinesa à Groenlândia usada pela Casa Branca para justificar a pressão pela anexação do território ártico.
Segundo informações da inteligência dinamarquesa, não há registro de navios chineses operando na região há cerca de uma década, nem indícios concretos de movimentações russas que sustentem o
discurso de risco iminente à segurança.
A avaliação foi reafirmada nesta quarta-feira (14) pelo chanceler dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, após encontros em Washington com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o vice-presidente J. D. Vance.
De acordo com Rasmussen, a insistência do presidente Donald Trump em associar a Groenlândia a uma ameaça externa
não encontra respaldo nos dados disponíveis.
Apesar disso, o governo dinamarquês reconhece que não conseguiu alterar a posição dos Estados Unidos. "Está claro que o presidente deseja anexar a Groenlândia. Deixamos muito claro que isso não atende aos interesses do reino", afirmou Rasmussen, ao resumir o resultado das conversas.
A reunião evidenciou o que Copenhague classifica como um "desacordo fundamental" com Washington sobre o futuro da ilha, que é um território autônomo
sob soberania da Dinamarca. Ainda assim, as partes concordaram em criar um grupo de trabalho de alto nível para tentar avançar no diálogo. A proposta, segundo Rasmussen, é discutir preocupações de segurança dos EUA sem ultrapassar as
linhas vermelhas do reino dinamarquês e da Groenlândia.
Trump tem defendido que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) deveria apoiar a transferência do controle da ilha para os Estados Unidos, alegando que qualquer alternativa seria "inaceitável" do ponto de vista estratégico. Em publicações recentes, o presidente voltou a afirmar que Washington "precisa da Groenlândia para a segurança nacional" e que, se os EUA não assumirem o controle, Rússia ou China o fariam.
Maior presença militar no Ártico
Em resposta ao aumento da pressão americana, a Dinamarca
anunciou o reforço de sua presença militar no Ártico e no Atlântico Norte, em cooperação com aliados. O ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, afirmou que haverá mais exercícios e maior circulação de aviões, navios e tropas na região, inclusive
com a participação de outros países da OTAN.
Autoridades dinamarquesas e groenlandesas reforçam que os Estados Unidos já possuem ampla presença militar na região, amparada por um tratado de 1951, e que qualquer ampliação pode ocorrer dentro desse marco legal, sem necessidade de anexação.
Mesmo diante do impasse, Rasmussen e a ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, afirmam que o diálogo seguirá aberto, em defesa da integridade territorial do reino e do direito de autodeterminação do povo groenlandês.
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