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Corte de verbas leva NASA a cancelar missão de retorno de amostras de Marte (IMAGEM)
Corte de verbas leva NASA a cancelar missão de retorno de amostras de Marte (IMAGEM)
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Com o corte de verbas aprovado pelo Congresso dos EUA, a NASA cancelou a missão de retorno de amostras de Marte, interrompendo o projeto mais ambicioso da... 14.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-14T12:53-0300
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O cancelamento da missão de retorno de amostras de Marte da NASA, resultado de cortes profundos no financiamento aprovados pelo Congresso dos EUA, encerra de forma burocrática um projeto considerado a etapa mais ambiciosa no estudo da habitabilidade marciana. A missão era vista como o ápice de décadas de pesquisa e inovação voltadas a compreender se Marte já teve condições favoráveis à vida.Os rovers Curiosity e Perseverance ampliaram significativamente o conhecimento sobre o planeta, revelando indícios de períodos quentes e úmidos no passado marciano. O passo seguinte seria trazer amostras de rochas para análise em laboratórios terrestres, onde técnicas avançadas poderiam responder questões fundamentais sobre a história geológica e potencial biológico de Marte.Desde 2011, o retorno de amostras (MSR, na sigla em inglês) era considerado prioridade máxima na ciência planetária da NASA. A própria agência descrevia o MSR como uma campanha conjunta com a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), capaz de revolucionar a compreensão do Sistema Solar e preparar futuras missões humanas. O Perseverance cumpriu seu papel inicial com excelência, coletando 33 tubos de amostras cuidadosamente selecionadas.No entanto, o destino dessas amostras tornou-se incerto. O custo estimado da missão chegou a US$ 11 bilhões (cerca de R$ 59,1 bilhões), depois reduzido para cerca de US$ 7 bilhões (mais de R$ 37,6 bilhões), mas ainda envolvia grande incerteza devido à complexidade inédita do projeto. Pressões orçamentárias sobre a NASA tornaram o MSR um alvo evidente para cortes.A arquitetura da missão era extremamente complexa: um módulo de pouso recolheria as amostras, auxiliado por pequenos helicópteros caso necessário; um foguete as lançaria à órbita marciana, onde seriam capturadas por outra espaçonave e enviadas à Terra. Apesar de parte do orçamento ainda contemplar desenvolvimento tecnológico, os recursos são insuficientes para garantir a execução do plano original.Há especulações sobre alternativas futuras, como novas tecnologias que permitam estudar amostras diretamente em Marte, embora seja improvável que análises in situ (no local onde o material está) rivalizem com laboratórios terrestres. Também existe a possibilidade de retomada do MSR ou de que a ESA siga sozinha. A China, por sua vez, planeja sua própria missão de retorno de amostras.Enquanto isso, os tubos coletados pelo Perseverance devem permanecer preservados no ambiente frio e seco de Marte. Para os cientistas que dedicaram anos ao projeto, o cancelamento representa uma perda profunda, interrompendo uma das iniciativas mais ambiciosas da exploração planetária moderna.
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Corte de verbas leva NASA a cancelar missão de retorno de amostras de Marte (IMAGEM)
12:53 14.01.2026 (atualizado: 19:34 14.01.2026) Com o corte de verbas aprovado pelo Congresso dos EUA, a NASA cancelou a missão de retorno de amostras de Marte, interrompendo o projeto mais ambicioso da exploração planetária moderna e deixando incerto o destino dos materiais coletados pelo rover Perseverance.
O cancelamento da missão de
retorno de amostras de Marte da NASA,
resultado de cortes profundos no financiamento aprovados pelo Congresso dos EUA, encerra de forma burocrática um projeto considerado a etapa mais ambiciosa no estudo da habitabilidade marciana. A missão era vista como o ápice de décadas de pesquisa e inovação voltadas a compreender se Marte já teve condições favoráveis à vida.
Os
rovers Curiosity e Perseverance ampliaram significativamente o conhecimento sobre o planeta, revelando indícios de períodos quentes e úmidos no passado marciano. O passo seguinte seria
trazer amostras de rochas para análise em laboratórios terrestres, onde técnicas avançadas poderiam responder questões fundamentais sobre a história geológica e potencial biológico de Marte.
Desde 2011, o retorno de amostras (MSR, na sigla em inglês) era considerado prioridade máxima na ciência planetária da NASA. A própria agência descrevia o MSR como uma campanha conjunta com a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), capaz de
revolucionar a compreensão do Sistema Solar e preparar futuras missões humanas. O Perseverance cumpriu seu papel inicial com excelência, coletando
33 tubos de amostras cuidadosamente selecionadas.
No entanto, o destino dessas amostras tornou-se incerto. O
custo estimado da missão chegou a US$ 11 bilhões (cerca de R$ 59,1 bilhões), depois reduzido para cerca de US$ 7 bilhões (mais de R$ 37,6 bilhões), mas ainda envolvia grande
incerteza devido à complexidade inédita do projeto.
Pressões orçamentárias sobre a NASA tornaram o MSR um alvo evidente para cortes.
A
arquitetura da missão era extremamente complexa: um módulo de pouso recolheria as amostras, auxiliado por pequenos helicópteros caso necessário; um foguete as lançaria à órbita marciana, onde seriam capturadas por outra espaçonave e
enviadas à Terra. Apesar de parte do orçamento ainda contemplar desenvolvimento tecnológico, os recursos são insuficientes para garantir a execução do plano original.
Há especulações sobre alternativas futuras, como novas tecnologias que permitam estudar amostras diretamente em Marte, embora seja improvável que análises in situ (no local onde o material está) rivalizem com laboratórios terrestres.
Também existe a possibilidade de retomada do MSR ou de que a ESA siga sozinha. A China, por sua vez,
planeja sua própria missão de retorno de amostras.
Enquanto isso, os tubos coletados pelo Perseverance devem permanecer preservados no ambiente frio e seco de Marte. Para os cientistas que dedicaram anos ao projeto, o cancelamento representa uma perda profunda, interrompendo uma das iniciativas mais ambiciosas da exploração planetária moderna.
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