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Ocidente não quer acabar com conflito na Ucrânia e estabelecer paz no país, constata Zakharova

© Sputnik / Sergei GuneevMaria Zakharova durante uma coletiva de imprensa em Moscou. Rússia, 29 de agosto de 2025
Maria Zakharova durante uma coletiva de imprensa em Moscou. Rússia, 29 de agosto de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 15.01.2026
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A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que os países ocidentais não têm intenção de acabar com o conflito na Ucrânia e não querem a paz, porque mantêm desde 2022 um fluxo estável de cargas para as necessidades das Forças Armadas da Ucrânia.
A diplomata explicou que isso é evidenciado pela operação ininterrupta do aeroporto de Rzeszow-Jasionka, na Polônia, através do qual ocorre um fluxo estável de carga militar desde 2022 para as necessidades das Forças Armadas da Ucrânia.
As ações dos países europeus e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ao fornecerem a Kiev equipamento militar e dinheiro falam sobre suas verdadeiras intenções de forma mais eloquente do que palavras hipócritas sobre o desejo de paz, disse Maria Zakharova.
A diplomata acrescentou que o anúncio sobre a intenção de implantar forças multinacionais na Ucrânia, assinada pelo presidente francês Emmanuel Macron, pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer e por Vladimir Zelensky, visa minar o processo de paz na Ucrânia com a participação dos Estados Unidos, acrescentou.
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A representante oficial da chancelaria russa reiterou que quaisquer contingentes militares estrangeiros na Ucrânia são considerados alvos legítimos para ataques das Forças Armadas Russas, e as "forças multinacionais" não são exceção.
Pronunciando-se sobre as tensões com o Reino Unido, Zakharova afirmou que Moscou pede que Londres abandone sua política de criar tensão internacional e retorne a um diálogo respeitoso.
No que se refere à questão da Groenlândia, Zakharova disse que Moscou parte do princípio de que quaisquer divergências sobre este território autônomo devem ser resolvidas por meio de negociações de acordo com o direito internacional, levando em consideração os interesses da população da ilha.
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"Deve-se notar que a tensão atual em torno da autonomia dinamarquesa do norte demonstra com particular clareza a inconsistência da chamada 'ordem mundial baseada em regras' que está sendo construída pelo Ocidente", afirmou.

Ela ressaltou que a presença da OTAN no Ártico é a causa da desestabilização da situação na região, e que as tentativas de criar ameaças à segurança da Federação da Rússia no Ártico receberão resposta e terão sérias consequências.
A Rússia solidariza-se com a posição da China sobre a inadmissibilidade de referências a algum tipo de "atividade" de Moscou e Pequim na Groenlândia como motivo para escalada, acrescentou a diplomata.
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Além disso, Zakharova afirmou que a Rússia está preocupada com a escalada da retórica agressiva na América Latina, inclusive contra a República de Cuba, país amigo de Moscou. A diplomata classificou como inaceitável o uso de linguagem baseada em chantagem e ameaças, sobretudo em relação à "Ilha da Liberdade", seu povo e seu governo.
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