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Ameaças dos EUA contra Cuba jogam o país nos braços do BRICS, aponta analista

© Sputnik / Aleksey Maishev Monumento ao libertador de Cuba, José Marti, em Havana (foto de arquivo)
Monumento ao libertador de Cuba, José Marti, em Havana (foto de arquivo)  - Sputnik Brasil, 1920, 13.01.2026
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Na tentativa de "sinalizar à opinião pública norte-americana" que é o "todo-poderoso na América Latina", os Estados Unidos voltam suas forças contra Cuba, o "calcanhar de Aquiles da política externa norte-americana", explica Vinicius Vieira, especialista em relações internacionais.
"Não basta sequestrar e levar outro chefe de Estado como Maduro a julgamento para que a base republicana entenda que os EUA voltaram a adotar esse tipo de abordagem hegemônica contra o seu chamado quintal", observou o acadêmico.
Apesar da postura, ele ressalta que o comportamento agressivo dos EUA acarreta riscos "enormes" de se voltar contra eles.
"Nações mais fortes da região, particularmente o Brasil, podem buscar algum tipo de proteção estabelecendo laços com o BRICS. O México pode fazer o mesmo, assim como a Colômbia". Os líderes desses países "têm um senso de soberania e nacionalismo" e "aproveitam todas as oportunidades para escapar do neoliberalismo", afirma.
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Sem contar outras aspectos que compõe as chamadas consequências não intencionais das intervenções dos EUA na região, como migração em massa e pobreza.
De acordo com Vieira, a retórica cada vez mais agressiva de Washington na América Latina é um sinal. "Eles se sentiram ameaçados, pois não conseguem competir no desenvolvimento de outras fontes de lealdade ou apoio político, como a ajuda ao desenvolvimento", o que os levou a "recorrer a esse tipo de abordagem de poder coercitivo".

"Isso reflete uma falha estratégica, pois eles não conseguem competir com a China no que diz respeito ao atendimento das necessidades de desenvolvimento", explicou.

Nesse cenário, ele destaca que a solução acaba sendo "recorrer às antigas táticas de equilíbrio de poder, como as intervenções", que se mostram custosas para os contribuintes norte-americanos, para os latino-americanos e para a estabilidade global, resumiu Vieira.
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