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Defesa só se tornará prioridade quando sair do Orçamento, diz Mucio
Defesa só se tornará prioridade quando sair do Orçamento, diz Mucio
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O ministro da Defesa, José Mucio, disse nesta sexta-feira (16) que os investimentos em defesa só se tornarão prioridade quando saírem do Orçamento da... 16.01.2026, Sputnik Brasil
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Em entrevista à jornalista Miriam Leitão, publicada pelo O Globo, Mucio declarou que a permanência da Defesa dentro do Orçamento federal faz com que outras áreas, que afetam diretamente o dia a dia da população, sejam prioridades em detrimento da compra e manutenção de equipamentos militares.Como exemplo, o ministro destacou que um avião custa US$ 100 milhões (R$ 536 milhões), enquanto um submarino chega a valer até oito vezes mais. Para Mucio, a relação da sociedade civil com os militares após a ditadura é um dos pontos para que aumento do investimento em defesa sequer seja alvo de discussões.Mucio cita como recursos a serem protegidos no Brasil o petróleo, o gás, os minerais (incluindo terras raras) e a água doce, itens que estão no centro de disputas ao redor do mundo. O ministro pontua também a questão dos quase 17 mil km de fronteiras secas e 8.500 km de fronteiras marítimas no território continental brasileiro.O ministro destacou que os R$ 30 bilhões que a Defesa receberá ao longo dos próximos seis anos fora do Orçamento serão investidos em "sistemas estratégicos" e não para aumentar contingente.Mucio admitiu que o Brasil não tem como gastar em Defesa o mesmo que China e Estados Unidos, que investem centenas de bilhões anualmente e, embora não tenha como fazer frente a estas forças armadas, nunca se sabe quem pode ser o inimigo.
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Defesa só se tornará prioridade quando sair do Orçamento, diz Mucio
O ministro da Defesa, José Mucio, disse nesta sexta-feira (16) que os investimentos em defesa só se tornarão prioridade quando saírem do Orçamento da República. Na visão de Múcio, os altos valores para a compra de aviões e submarinos, por exemplo, são alvos de questionamentos em um país no qual pessoas precisam de comida.
Em entrevista à jornalista Miriam Leitão,
publicada pelo O Globo, Mucio declarou que a permanência da Defesa dentro do Orçamento federal faz com que
outras áreas, que afetam diretamente o dia a dia da população,
sejam prioridades em detrimento da compra e manutenção de equipamentos militares.
"O que eu defendo muito é que defesa não faça parte do Orçamento. Porque se nós formos comparar prioridade, nós temos outras prioridades para investir, fome, educação e outras coisas."
Como exemplo, o ministro destacou que um avião custa
US$ 100 milhões (R$ 536 milhões), enquanto
um submarino chega a valer até oito vezes mais. Para Mucio, a relação da sociedade civil com os militares após a ditadura é um dos pontos para que aumento do investimento em defesa
sequer seja alvo de discussões.
"A relação do mundo civil, dos políticos, com os militares, nunca foi uma relação fácil de conversar, de sentar na mesa, a não ser que fosse por obrigação. Então, o tema de defesa saiu dos projetos de governo. É como se você contratasse para sua casa um vigia e como não confiasse no vigia, você não permitisse que ele trabalhasse armado. Você ficava desguarnecido, tinha despesas de vigia e o vigia ainda ficava magoado com você porque você não tinha confiança nele. Nós estamos desguarnecidos."

26 de novembro 2025, 14:42
Mucio cita como recursos a serem protegidos no Brasil o petróleo, o gás, os minerais (incluindo terras raras) e a água doce, itens que estão no centro de disputas ao redor do mundo. O ministro pontua também a questão dos quase 17 mil km de fronteiras secas e 8.500 km de fronteiras marítimas no território continental brasileiro.
"Temos 16.700, quase 17 mil km de fronteira seca aqui com os nossos vizinhos, 8.500 km de fronteira marítima. Lembra que o americano, por conta de 4.600 km de fronteira com o México, só falta enlouquecer. Nós temos 17 mil km."
O ministro destacou que os
R$ 30 bilhões que a Defesa receberá ao longo dos próximos seis anos fora do Orçamento serão investidos em
"sistemas estratégicos" e não para aumentar contingente.
Mucio admitiu que o Brasil não tem como gastar em Defesa o mesmo que China e Estados Unidos, que investem centenas de bilhões anualmente e, embora não tenha como fazer frente a estas forças armadas, nunca se sabe quem pode ser o inimigo.
"A gente precisa [de investimento] para defender as nossas fronteiras, defender o que é nosso, a gente não pode se entregar. Primeiro, eu não sei quem vai me invadir, qual é o interesse que tem aqui? Evidentemente que a política do [presidente Donald] Trump é uma política diferente das outras que nós assistimos. Mas não é por isso que nós vamos cruzar o braço."
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