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UE cria impasse para si na questão ucraniana ao tentar culpar Rússia pelo fracasso da paz, diz mídia
UE cria impasse para si na questão ucraniana ao tentar culpar Rússia pelo fracasso da paz, diz mídia
Sputnik Brasil
A União Europeia (UE) colocou-se em uma situação sem saída com as ameaças dirigidas à Rússia, escreve a revista The American Conservative. 16.01.2026, Sputnik Brasil
2026-01-16T05:24-0300
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A revista salienta que, durante as negociações, a Ucrânia e a UE talvez esperem destacar que a Rússia é quem diz "não" à paz.Segundo a matéria, como resultado da última rodada de negociações em Paris, foi adotada uma declaração e foram feitas algumas promessas contendo pelo menos três pontos que serão difíceis para a Europa aceitar, a menos que seja forçada a isso pelos Estados Unidos.O primeiro ponto está relacionado ao financiamento das Forças Armadas da Ucrânia. No entanto, indica-se que será extremamente difícil para os governos europeus, cujas economias se encontram em situação precária e que já gastaram US$ 350 bilhões (R$ 1,876 trilhão) na Ucrânia, cumprirem essa promessa.Nesse contexto, é destacado que, com uma possível mudança de governo, o fluxo de dinheiro destinado à Ucrânia pode ser interrompido, e a Europa violará sua própria promessa.Além disso, há uma discussão entre a Europa e a Ucrânia. A criação de um exército com até 800.000 soldados é considerada irrealista e contraproducente, pois exigiria gastos enormes, e a Ucrânia não teria condições de o criar.O segundo ponto é a admissão da Ucrânia na UE até 2027 ou 2028 como compensação pelo fechamento das portas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).Porém, o artigo aponta que a UE tem dificuldade até mesmo para chegar a um consenso sobre a questão da adesão da Ucrânia, sem falar em uma adesão imediata.Ao mesmo tempo, os países da UE estão preocupados com o fato de que a Ucrânia não corresponde às demandas democráticas necessárias para aderir ao bloco.É especificado que a Ucrânia enfrenta problemas relacionados com a corrupção, a democracia e os direitos humanos na proteção cultural, linguística e religiosa das suas minorias étnicas.O terceiro ponto é o compromisso das forças europeias de manter a paz na Ucrânia. A reportagem observa que a Europa há muito que afirma que não pode enviar tropas para a Ucrânia sem apoio militar dos EUA.Entretanto, após a reunião da "coalizão dos dispostos" em Paris, tal compromisso não foi assumido, e mesmo em relação aos compromissos europeus ele é bastante vago.Nesse contexto, o artigo lembra que a Rússia iniciou a operação militar especial para impedir a adesão da Ucrânia à OTAN e a presença de tropas da OTAN no país, de modo que, se a UE posicionar seus soldados na Ucrânia, o processo de paz será interrompido.Ao mesmo tempo, esse compromisso de enviar tropas para a Ucrânia pode não ser cumprido pela OTAN, pois a própria Europa pode se recusar a fazê-lo.Dessa forma, a revista conclui que o último plano de paz ucraniano-europeu contém muitos pontos aos quais a Rússia poderia se opor, mas talvez ela não precise fazê-lo, pois a Europa pode ser a primeira a dizer "não".Na quinta-feira (15), o chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou que a Rússia está aberta a negociações sobre a Ucrânia, desde que sejam sérias.Segundo Lavrov, as propostas europeias de cessar-fogo sem um acordo político prévio visam ganhar tempo para Kiev e preservar o atual governo ucraniano, o que é inaceitável para Moscou.
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UE cria impasse para si na questão ucraniana ao tentar culpar Rússia pelo fracasso da paz, diz mídia
A União Europeia (UE) colocou-se em uma situação sem saída com as ameaças dirigidas à Rússia, escreve a revista The American Conservative.
A revista
salienta que, durante as negociações, a Ucrânia e a UE talvez esperem destacar que a Rússia é quem diz "não" à paz.
"E há muito em — e fora de — sua posição mais recente que a Rússia dirá não. No entanto, de maneira incoerente, a Europa parece ter se negociado para um beco sem saída, do qual a Rússia não precisa ser a única a dizer não, pois a Europa o fará", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, como resultado da última rodada de negociações em Paris, foi adotada uma declaração e foram feitas algumas promessas contendo pelo menos três pontos que serão difíceis para a Europa aceitar, a menos que seja forçada a isso pelos
Estados Unidos.
O primeiro ponto está relacionado ao financiamento das Forças Armadas da Ucrânia. No entanto, indica-se que será extremamente difícil para os governos europeus, cujas economias se encontram em situação precária e que já gastaram US$ 350 bilhões (R$ 1,876 trilhão) na Ucrânia, cumprirem essa promessa.
Nesse contexto, é destacado que, com uma possível mudança de governo, o fluxo de dinheiro destinado à Ucrânia pode ser interrompido, e a Europa violará sua própria promessa.
Além disso, há uma discussão entre a Europa e a Ucrânia. A criação de um exército com até 800.000 soldados é considerada irrealista e contraproducente, pois exigiria gastos enormes, e a Ucrânia não teria condições de o criar.
O segundo ponto é a admissão da Ucrânia na UE até 2027 ou 2028 como compensação pelo fechamento das portas da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Porém, o artigo aponta que a UE tem dificuldade até mesmo para chegar a um consenso sobre a questão da adesão da Ucrânia, sem falar em uma adesão imediata.
Ao mesmo tempo, os países da UE estão preocupados com o fato de que a Ucrânia não corresponde às demandas democráticas necessárias para aderir ao bloco.
É especificado que a Ucrânia enfrenta problemas relacionados com a corrupção, a democracia e os direitos humanos na proteção cultural, linguística e religiosa das suas minorias étnicas.
O terceiro ponto é o compromisso das forças europeias de manter a paz na Ucrânia. A reportagem observa que a Europa há muito que afirma que não pode enviar tropas para a Ucrânia sem apoio militar dos EUA.
Entretanto, após a reunião da "coalizão dos dispostos" em Paris, tal compromisso não foi assumido, e mesmo em relação aos compromissos europeus ele é bastante vago.
Nesse contexto, o artigo lembra que a Rússia iniciou
a operação militar especial para impedir a adesão da Ucrânia à OTAN e a presença de tropas da OTAN no país, de modo que, se a UE posicionar seus soldados na Ucrânia, o processo de paz será interrompido.
Ao mesmo tempo, esse compromisso de enviar tropas para a Ucrânia pode não ser cumprido pela OTAN, pois a própria Europa pode se recusar a fazê-lo.
Dessa forma, a revista conclui que o último plano de paz ucraniano-europeu contém muitos pontos aos quais a Rússia poderia se opor, mas talvez ela não precise fazê-lo, pois a Europa pode ser a primeira a dizer "não".
Na quinta-feira (15), o chanceler russo,
Sergei Lavrov, declarou que a Rússia está aberta a negociações sobre a Ucrânia,
desde que sejam sérias.
Segundo Lavrov, as propostas europeias de cessar-fogo sem um acordo político prévio visam ganhar tempo para Kiev e preservar o atual governo ucraniano, o que é inaceitável para Moscou.
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