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Acordo Mercosul-UE é chance histórica, mas Brasil precisa agir, diz FIESP
Acordo Mercosul-UE é chance histórica, mas Brasil precisa agir, diz FIESP
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Em nota divulgada neste sábado (17), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) celebrou o acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) como "um... 17.01.2026, Sputnik Brasil
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O acordo de livre comércio foi assinado mais cedo, em Assunção, no Paraguai. Segundo a entidade, o tratado libera comércio de bens e serviços, dá segurança jurídica aos investimentos e pode gerar ganhos reais com a redução de tarifas em setores como café, ferro, aço, calçados e têxteis. O presidente do Serviço Social da Indústria, Paulo Skaf, defendeu uma diplomacia mais conectada ao setor produtivo e alertou que, sem reformas estruturais, o potencial do acordo pode se perder em promessas.Ainda segundo a FIESP, a UE é o segundo maior parceiro comercial do Brasil e as trocas bilaterais alcançaram US$ 100 bilhões em 2025. "O intercâmbio comercial é qualificado, com 47% das nossas exportações em bens industrializados, que geram mais emprego e renda. Adicionalmente, 64% das nossas exportações e 57% das importações são de insumos, fundamentais para milhares de indústrias dos dois lados do Atlântico, ainda mais em um momento de grande estresse na cadeia global de suprimentos", diz a nota. A parceria vai criar uma zona de livre comércio com cerca de 750 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado superior a US$ 22 trilhões (R$ 118 trihlões).CNI: virada estratégica para a indústria brasileiraA Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou um levantamento que aponta que o acordo deve aumentar de 8% para 36% o acesso brasileiro ao mercado de importações mundiais de bens. O estudo aponta que a UE respondeu por 28% do comércio global em 2024 e a formalização do acordo é uma virada estratégica para a indústria brasileira. O levantamento indica também que 54,3% dos produtos negociados, que correspondem a mais de cinco mil itens, terão imposto zerado no bloco europeu. Já do lado do Mercosul, o Brasil terá prazos mais longos, entre dez e 15 anos, para reduzir tarifas de 44,1% dos produtos (4,4 mil itens).Em nota oficial, o governo brasileiro celebrou o que chamou de "marco histórico" e "emblemático" após mais de 26 anos de negociações.Apesar de não ter comparecido à cerimônia no Paraguai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi representado pelo chanceler Mauro Vieira. Segundo o Planalto, o acordo simboliza o esforço do governo para "ampliar mercados, gerar empregos e diversificar a economia brasileira."
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Acordo Mercosul-UE é chance histórica, mas Brasil precisa agir, diz FIESP
15:23 17.01.2026 (atualizado: 19:49 17.01.2026) Em nota divulgada neste sábado (17), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) celebrou o acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) como "um marco para a integração externa brasileira", mas cobrou que o país enfrente os gargalos internos que limitam sua competitividade.
O acordo de livre comércio
foi assinado mais cedo, em Assunção, no Paraguai. Segundo a entidade, o tratado libera comércio de bens e serviços, dá segurança jurídica aos investimentos e pode gerar ganhos reais com a redução de tarifas em setores como
café, ferro, aço, calçados e têxteis.
O presidente do Serviço Social da Indústria, Paulo Skaf, defendeu uma diplomacia mais conectada ao setor produtivo e alertou que, sem reformas estruturais, o potencial do acordo pode se perder em promessas.
"A Fiesp atuará pela rápida ratificação do acordo no Congresso Nacional, mas alerta que é necessário o país fazer o 'dever de casa' focado na competitividade. Sem a superação de entraves do Custo Brasil e uma postura ativa do governo contra eventuais barreiras de caráter não tarifário pelo parceiro comercial, as vantagens teóricas do tratado correm o risco de não se traduzirem em benefícios para o nosso país."
Ainda segundo a FIESP, a UE é o segundo maior parceiro comercial do Brasil e as trocas bilaterais alcançaram US$ 100 bilhões em 2025.
"O intercâmbio comercial é qualificado, com 47% das nossas exportações em bens industrializados, que geram mais emprego e renda. Adicionalmente, 64% das nossas exportações e 57% das importações são de insumos, fundamentais para milhares de indústrias dos dois lados do Atlântico, ainda mais em um momento de grande estresse na cadeia global de suprimentos", diz a nota.
A parceria vai criar uma zona de livre comércio com cerca de 750 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado superior a US$ 22 trilhões (R$ 118 trihlões).
CNI: virada estratégica para a indústria brasileira
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou um levantamento que aponta que o acordo deve aumentar de 8% para 36% o acesso brasileiro ao mercado de importações mundiais de bens.
O estudo aponta que a UE respondeu por 28% do comércio global em 2024 e a formalização do acordo é uma virada estratégica para a indústria brasileira.
O levantamento indica também que 54,3% dos produtos negociados, que correspondem a mais de cinco mil itens, terão imposto zerado no bloco europeu. Já do lado do Mercosul, o Brasil terá prazos mais longos, entre dez e 15 anos, para reduzir tarifas de 44,1% dos produtos (4,4 mil itens).
Em nota oficial,
o governo brasileiro celebrou o que chamou de "marco histórico" e "emblemático" após mais
de 26 anos de negociações.Apesar de não ter comparecido à cerimônia no Paraguai, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva foi representado pelo chanceler Mauro Vieira. Segundo o Planalto,
o acordo simboliza o esforço do governo para "ampliar mercados, gerar empregos e diversificar a economia brasileira."Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
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