Morre o ex-ministro Raul Jungmann

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Morre o ex-ministro Raul Jungmann - Sputnik Brasil, 1920, 18.01.2026
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O ex-ministro e ex-deputado Raul Jungmann morreu neste domingo (18), em Brasília, aos 73 anos. Ele lutava há anos de um câncer de pâncreas. Era presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAN) desde 2022.
Ele foi internado em novembro de 2025, voltou para casa, foi internado novamente internadono início de janeiro e voltou a ser internado neste sábado (17).
Jungmann ocupou quatro vezes o cargo de ministro. Foi ministro do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias no governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Este à frente do Ministério da Defesa em 2018 no governo de Itamar Franco e foi o primeiro ministro da Segurança Pública do Brasil.
Jungmann também foi responsável por coordenar operações baseadas em decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) durante a presidência de Temer, que autorizaram o emprego das Forças Armadas em estados afetados por crises na segurança pública.
Foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), durante a ditadura cívico-militar nas década de 1970. Depois, foi filiado ao MDB entre 1972 e 1994, integrou o PPS até 2001, migrou para o PMDB e retornou ao PPS em 2003.
Em 2002, foi eleito deputado federal por Pernambuco e reeleito em 2006. Quatro anos depois, concorreu ao Senado, mas não foi eleito.
O presidente Jair Bolsonaro é acompanhado pelo general Ramos, durante a solenidade comemorativa do Dia do Exército na sede do Comando Militar do Sudeste, na zona sul de São Paulo, em 18 de abril de 2019. - Sputnik Brasil, 1920, 07.07.2021
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Em 2012, elegeu-se vereador do Recife e em 2014. Também atuou como um dos líderes da Frente Brasil Sem Armas durante o referendo de 2005 sobre a comercialização de armas.
Foi eleito para deputado federal em 2015 e exerceu mandato até 2016. Na oposição ao governo Dilma Rousseff, defendeu o impeachment da presidente, processo que resultou na chegada de Michel Temer à Presidência da República.
Foi presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
Chegou a ser investigado por suspeitas de fraude em licitação, peculato e corrupção em contratos de publicidade durante sua gestão no Ministério do Desenvolvimento Agrário, que somavam R$ 33 milhões, mas o inquérito foi arquivado pela Justiça Federal.
O ex-ministro deixa dois filhos e uma neta. Velório e cremação serão realizados em cerimônia restrita a parentes e amigos em Brasília.
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