Netanyahu insta Trump a não atacar o Irã devido à falta de capacidade de defesa de Israel, diz mídia

© AP Photo / Saul Loeb
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Segundo a mídia norte-americana, Benjamin Netanyahu e aliados sauditas teriam pressionado Trump a recuar de um ataque ao Irã, a razão teria sido estratégica, mas a falta de preparo regional para reagir a uma possível retaliação iraniana pesou na decisão.
A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de não atacar o Irã esta semana pode ter sido influenciada por um alerta de seu aliado, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que apontou a falta de preparo de Israel para se defender em caso de um ataque retaliatório de Teerã, informou o Axios, citando autoridades norte-americanas e israelenses.
De acordo com a apuração, Netanyahu disse a Trump que Israel não estava preparado para se defender de um possível ataque retaliatório do Irã, especialmente porque os EUA não tinham forças suficientes na região para ajudar Israel a interceptar mísseis e drones iranianos. Além disso, Netanyahu acredita que o plano atual dos EUA não é eficaz o suficiente e não produzirá os resultados desejados, afirmou a mídia, citando um dos assessores do primeiro-ministro.
A ligação telefônica entre os líderes ocorreu na quarta-feira (14), dia em que se esperava que Trump lançasse ataques aéreos contra o Irã. O príncipe herdeiro saudita, Mohammed Salman, também se manifestou contra os ataques em um telefonema com Trump, citando preocupações com a segurança regional, observou a mídia.
No entanto, devido à insuficiência de equipamentos militares na região, aos alertas de aliados como Israel e Arábia Saudita, às preocupações de assessores de alto escalão sobre as consequências e a eficácia de possíveis opções de ataque e às conversas secretas com os iranianos, Trump decidiu não ordenar o ataque, afirmou o portal.
Em meio aos protestos no Irã, Trump cancelou todos os contatos com autoridades iranianas, apoiou os manifestantes e autorizou todas as ações possíveis contra o Irã, incluindo ataques aéreos. Teerã, por sua vez, alertou que as declarações de Trump ameaçavam a soberania da República Islâmica.


