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Resposta a ameaças tarifárias dos EUA será decisiva na disputa pela Groenlândia, diz Dinamarca

© AP Photo / Virginia MayoMinistro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, fala com a mídia ao chegar para uma reunião de ministros das Relações Exteriores da UE no prédio do Conselho Europeu em Bruxelas, 20 de fevereiro de 2023.
Ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, fala com a mídia ao chegar para uma reunião de ministros das Relações Exteriores da UE no prédio do Conselho Europeu em Bruxelas, 20 de fevereiro de 2023. - Sputnik Brasil, 1920, 19.01.2026
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O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, afirmou que a imposição de tarifas pelos Estados Unidos dependerá da capacidade dos países europeus de, de forma conjunta, demonstrarem ao presidente norte-americano Donald Trump que não é possível obter controle sobre a Groenlândia por meio de ameaças.
No último fim de semana, Trump anunciou que pretende impor, a partir de fevereiro, uma tarifa de 10% contra Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia. Segundo o líder norte-americano, a alíquota poderia subir posteriormente para 25% e permanecer em vigor até a conclusão de um acordo para a compra da Groenlândia pelos Estados Unidos.
"Por enquanto, não há tarifas. O presidente disse: 'Entreguem-me a Groenlândia ou, a partir de 1º de fevereiro, haverá tarifas de 10%'. Ainda estamos longe dessa data. A adoção dessas tarifas depende de mostrarmos, juntos, que não se pode impor isso por meio de ameaças", declarou Rasmussen.
O chanceler ressaltou ainda que, caso os países europeus não apresentem uma resposta firme e coordenada, o sinal transmitido será de fraqueza diante da pressão norte-americana.
A lista de tarifas, suspensa até 6 de fevereiro, voltou à mesa dos 27 embaixadores da UE, junto ao instrumento anticoerção (ACI), que pode limitar investimentos e serviços norte-americanos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a introdução de tarifas sobre produtos de diversos países, em coletiva de imprensa em Washington. - Sputnik Brasil, 1920, 19.01.2026
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Retaliações contra os EUA

Em meio às ameaças e pressões do governo norte-americano, a União Europeia avalia impor € 93 bilhões (cerca de R$ 581 bilhões) em tarifas aos EUA ou restringir o acesso de empresas norte-americanas ao mercado do bloco.
A tensão é vista como a pior crise transatlântica em décadas. Segundo o Financial Times, as medidas são preparadas para fortalecer a posição europeia antes de encontros com Trump no Fórum Econômico Mundial, em Davos. O objetivo é evitar uma ruptura na aliança ocidental, considerada vital para a segurança europeia.
A lista de tarifas, suspensa até 6 de fevereiro, voltou à mesa dos 27 embaixadores da UE, junto ao instrumento anticoerção (ACI), que pode limitar investimentos e serviços norte-americanos.
Enquanto isso, o secretário do Tesouro dos EUA afirmou que a Europa é incapaz de garantir a segurança da Groenlândia e reiterou a exigência de controle da ilha. Diante da escalada, o Conselho Europeu convocou uma reunião extraordinária e declarou estar pronto para se defender de qualquer forma de coerção.
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