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Reforço militar dos EUA em terra, ar e mar aumenta receios de ataque iminente ao Irã, diz especialista

© Sputnik / Maksim Blinov / Acessar o banco de imagensA bandeira nacional iraniana hasteada à meio mastro na Embaixada do Irã em Moscou, Rússia, depois que um helicóptero que transportava o presidente iraniano Ebrahim Raisi, o ministro das Relações Exteriores Hossein Amirabdollahian e seus companheiros caiu no noroeste do Irã, 20 de maio de 2024
A bandeira nacional iraniana hasteada à meio mastro na Embaixada do Irã em Moscou, Rússia, depois que um helicóptero que transportava o presidente iraniano Ebrahim Raisi, o ministro das Relações Exteriores Hossein Amirabdollahian e seus companheiros caiu no noroeste do Irã, 20 de maio de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 27.01.2026
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O aumento do poderio militar em três domínios na região do Oriente Médio revela que os Estados Unidos e Israel estão agora se preparando para um confronto militar com o Irã, disse à Sputnik o especialista militar libanês, o brigadeiro-general Malik Ayub.
Na avaliação do especialista militar, o presidente norte-americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já elaboraram o próximo passo na resolução do "problema iraniano", e isso pode ser o início de um ataque contra o Irã.
Entretanto, como disse o especialista, as Forças Armadas dos Estados Unidos e de Israel já perderam o elemento surpresa de ataque porque o nível de prontidão militar em todos os escalões da região é alto e atingiu a linha vermelha, afirmou Ayub.
Ao mesmo tempo, o especialista afirmou que Trump cometeu um grave erro ao fomentar tumultos no Irã, o que permitiu aos serviços de segurança iranianos eliminar centenas de redes pró-americanas que operavam em todas as províncias do país.
Comentando um eventual confronto militar, Ayub observou que o Irã considerará as bases americanas na região como território dos EUA, e não como terra árabe. Em particular, a base de Harir, no Curdistão, pode se tornar um alvo para as Forças de Mobilização Popular.
Vale mencionar que, na opinião do brigadeiro-general, uma eventual guerra na região seria "uma oportunidade de ouro" para o Hezbollah mudar o equilíbrio de poder, estabelecer novas regras de engajamento e aproveitar o confronto Irã-Israel para alterar o status quo, libertar cinco pontos no sul do Líbano e virar o jogo a seu favor tanto nacional quanto internacionalmente.
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No que se refere à participação de Israel nos combates, o especialista afirmou que isso seria um "grave erro", dada a sua incapacidade de resistir aos últimos quatro dias do confronto anterior. Se Israel participar de um confronto, a guerra será devastadora e ninguém pode imaginar como terminará, acrescentou o analista.
Entretanto, o Irã, em caso de um conflito, poderia atingir alvos israelenses para tentar utilizar Israel como uma alavanca de pressão sobre os Estados Unidos.
Ayub ressaltou que iniciar esta guerra não é do interesse dos Estados do Golfo, especialmente da Arábia Saudita, já que tanto o petróleo árabe quanto o iraniano estariam em risco. Se o Irã fechar o estreito, o mundo perderá 20% do petróleo árabe e 30% do comércio internacional, explicou ele.

"Se a situação se transformar em confronto, quem pode garantir a segurança da navegação no estreito de Ormuz?", perguntou o especialista.

Segundo ele, a maior perdedora no caso do fechamento desse estreito será a China. Por isso, Pequim fornece ao Irã equipamentos modernos, incluindo radares e sistemas de defesa antiaérea, concluiu o especialista.
Na segunda-feira (26), o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a "armada militar" dos Estados Unidos perto do Irã já supera em escala a que os militares americanos formaram na costa da Venezuela. O chefe da Casa Branca acrescentou que a situação com o Irã continua volátil, mas não revelou seus planos para a República Islâmica.
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