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EUA precisam de força suficiente no Oriente Médio para protegerem seus interesses, afirma Rubio

© AP Photo / Mandel NganMarco Rubio conversa com jornalistas após a reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7, em Ontário. Canadá, 12 de novembro de 2025
Marco Rubio conversa com jornalistas após a reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7, em Ontário. Canadá, 12 de novembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 28.01.2026
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Segundo o secretário de Estado, há cerca de 30 mil a 40 mil soldados estadunidenses na região.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, participou nesta quarta-feira (28) de uma audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA em que detalhou tópicos da política externa norte-americana.
Perguntado sobre as movimentação de navios para a costa iraniana, Rubio disse que os Estados Unidos precisam de força suficiente o Oriente Médio para proteger seus interesses.

"Temos de 30 a 40 mil soldados americanos estacionados em oito ou nove instalações naquela região. Todos eles estão ao alcance de milhares de drones iranianos e mísseis balísticos de curto alcance que ameaçam nossa presença militar. Precisamos ter força e poder suficientes na região, pelo menos como ponto de partida, para nos defendermos dessa possibilidade", disse Rubio em discurso na Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA.

Na terça-feira (27), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as Forças Armadas norte-americanas posicionaram uma grande frota naval nas proximidades do Irã, que supostamente seria maior do que a enviada à Venezuela.

Trump e a paz no mundo

Rubio foi perguntado sobre a iniciativa de paz criada por Donald Trump, o Conselho da Paz, e os temores de que ele fosse um instrumento para substituir as Nações Unidas. Segundo o político, este não é o objetivo do órgão.
Rubio também garantiu que o "Conselho da Paz", formado pelos Estados Unidos, não tem como objetivo substituir a ONU.
"Não é um substituto da ONU, mas, no caso de Gaza, a ONU fez muito pouco de útil, exceto pela ajuda alimentar", disse Rubio durante depoimento no Senado.
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O secretário também falou sobre os desejos da Casa Branca para países da América Latina, como Cuba e Venezuela.
Sobre a ilha, Rubio, que é descendentes de imigrantes cubanos que deixaram a ilha após a Revolução de 1959, declarou que embora Washington deseje uma mudança de governo em Cuba, isso não significa que trabalhará para concretizá-la.
Na semana passada, veículos de comunicação noticiaram que o governo de Trump, está considerando diversas opções, incluindo a imposição de um embargo total às importações de petróleo para Cuba, numa tentativa de incentivar uma mudança de regime no país caribenho.
Ontem, Trump afirmou que Cuba é um país "muito próximo do colapso" após perder o acesso ao petróleo venezuelano e aos carregamentos de dinheiro com a queda de Nicolás Maduro no início de janeiro.
Já sobre a Venezuela, Rubio esclareceu que o país é "muito rico" e não precisará de auxílio financeiro de Washington.

"Pode haver algum programa de ajuda internacional que interesse a alguns de vocês no futuro. Não acreditamos que a Venezuela seja um país que precise disso. É um país muito rico", disse.

Os Estados Unidos realizaram um grande ataque militar contra a Venezuela nas primeiras horas de 3 de janeiro, sequestrando o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para Nova York para serem julgados por supostos crimes de tráfico de drogas.
Quase uma semana após o ataque, o governo venezuelano anunciou a chegada de uma delegação de funcionários do Departamento de Estado dos EUA a Caracas, bem como o envio de uma missão diplomática a Washington para realizar as tarefas logísticas de suas funções.
Enquanto isso, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que seu governo está comprometido com o "caminho da diplomacia" com os EUA para proteger o país.
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Conflito ucraniano

O secretário também informou à comissão que a Rússia e Ucrânia retornarão as negociações nesta semana, mas que nem o enviado especial Steve Witkoff, nem Jared Kushner, genro de Trump, devem participar desta rodada de negociações.
Ele acrescentou que o conjunto de garantias de segurança para a Ucrânia só entrará em vigor após a conclusão de uma solução pacífica para o conflito. Segundo Rubio, a única questão pendente é a territorialidade de Donestsk.
"Sei que estão trabalhando ativamente para ver se as visões de ambos os lados sobre isso podem ser conciliadas."
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