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Lula: presidentes devem abrir portas, não atuar como empresários
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta terça-feira (26) que presidentes precisam abrir portas para empresários e não atuar como um dono de... 28.01.2026, Sputnik Brasil
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Sem citar nomes, a declaração ocorre em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, pressiona a Dinamarca pela comprar da Groenlândia e cobra US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões) para países participarem do Conselho da Paz.O recente pronunciamento ocorreu durante a cerimônia em que foi condecorado com a Ordem Manuel Amador Guerrero, maior honraria concedida pelo governo do Panamá. Lula está no Panamá desde ontem (27), onde participou do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe 2026, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe. Segundo ele, espaços como este nos mostram que com diálogo e pragmatismo é possível trabalhar em conjunto para alcançar objetivos compartilhados:Ele lembrou que o Panamá é o principal parceiro do Brasil na América Central e celebrou uma série de acordos assinados com o presidente panamenho José Raúl Mulino, que, segundo ele, vão dinamizar o lucro comercial de capitais entre os dois países. Lula ressaltou que encaminhou ao Congresso Nacional brasileiro a proposta de adesão formal ao protocolo de neutralidade do Canal do Panamá: Ele concluiu sua fala defendendo ainda que essas nações têm total capacidade de levar a cabo um projeto autônomo de inserção internacional para impulsionar um novo ciclo de prosperidade para mais 660 milhões de habitantes da região.
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Lula recebe maior honraria do Panamá e defende integração baseada em confiança
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Lula: presidentes devem abrir portas, não atuar como empresários
18:45 28.01.2026 (atualizado: 20:40 28.01.2026) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta terça-feira (26) que presidentes precisam abrir portas para empresários e não atuar como um dono de empresa. Em visita ao Panamá, ao lado de seu homólogo do país centro-americano, José Raúl Molino, ele voltou a defender o multilateralismo e integração intrarregional.
Sem citar nomes, a declaração ocorre em um momento em que o presidente dos EUA,
Donald Trump, pressiona a Dinamarca pela comprar da Groenlândia e
cobra US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões) para países participarem do
Conselho da Paz.
"Falta entre nós a compreensão do que é uma atividade política. Um presidente da República não faz negócios, mas abre a porta para os que fazem negócios possam fazer negócios. Sempre tive a ideia de participar de tantas quantas reuniões precisar, pois a relação política é uma relação química: o aperto de mão, o abraço, o olhar no olho valem mais que 800 atos e milhares de e-mails", declarou ele. Não somos algoritmos, somos seres humanos que reagimos de acordo com as emoções que sentimos no momento".
O recente pronunciamento ocorreu durante a cerimônia em que foi condecorado com a Ordem Manuel Amador Guerrero, maior honraria concedida pelo governo do Panamá.
Lula está no Panamá desde ontem (27), onde participou do
Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe 2026, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe. Segundo ele, espaços como este nos mostram que com
diálogo e pragmatismo é possível trabalhar em conjunto para alcançar objetivos compartilhados:
"Nossa região detém amplo potencial energético, rica biodiversidade, água e recursos minerais abundantes. Esses ativos estratégicos para a transição digital e a transição energética podem nos reposicionar nas cadeias globais de valor. Infraestruturas integradas geram benefícios econômicos para todos. Aumentar o comércio intrarregional fortalece cadeias produtivas e nos torna mais resilientes a choques externos".
Ele lembrou que o
Panamá é o principal parceiro do Brasil na América Central e celebrou uma série de acordos assinados com o presidente panamenho José Raúl Mulino, que, segundo ele, vão dinamizar o lucro comercial de capitais entre os dois países.
Lula ressaltou que encaminhou ao Congresso Nacional brasileiro a proposta de adesão formal ao protocolo de neutralidade do Canal do Panamá:
"Nosso país apoia integralmente a soberania do Panamá sobre o Canal. Há mais de três décadas o Panamá administra de forma eficiente, segura e não discriminatória essa via fundamental para a economia mundial", disse ele. "Defender a neutralidade do canal é defender um comércio internacional justo, equilibrado, e baseado em regras multilaterais".
Ele concluiu sua fala defendendo ainda que essas nações têm total capacidade de levar a cabo um projeto autônomo de
inserção internacional para impulsionar um novo ciclo de prosperidade para mais
660 milhões de habitantes da região.
"Precisamos ser capazes de superar diferenças ideológicas em prol de ganhos coletivo. Desafios comuns, como combate ao crime organizado internacional, só podem ser enfrentados em cooperação internacional", disse ele.
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