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'Estamos tirando do papel', diz ministra sobre projetos aprovados por Putin e Lula no âmbito tecnológico
'Estamos tirando do papel', diz ministra sobre projetos aprovados por Putin e Lula no âmbito tecnológico
Sputnik Brasil
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou à Sputnik Brasil que Brasil e Rússia avançam para tirar do papel "os memorandos de... 05.02.2026, Sputnik Brasil
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Segundo ela, os entendimentos entre os dois países já resultam em projetos em execução e novas iniciativas em preparação, especialmente no âmbito do Sul Global. A ministra mencionou o encontro no Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) entre o vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin (PSB), e o premiê russo, Mikhail Mishustin, e disse que a relação dos brasileiros com os russos é "longeva". Santos detalhou que a cooperação científica inclui chamadas públicas conjuntas, redes de pesquisa e projetos universitários envolvendo instituições brasileiras e russas, além de parcerias nas áreas espacial e nuclear. Segundo ela, o Brasil busca reduzir dependências externas e ampliar sua autonomia tecnológica, inclusive com o apoio de outras nações do BRICS. Ela mencionou a parceria de universidades russas com a Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) e com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para pesquisas na Amazônia.Outra parceria destacada é na área espacial, com a agência Roscosmos, e nuclear, com a Rosatom. "Nós estamos construindo o nosso RMB, o nosso reator multipropósito para nos tornar autônomos na área de radioisótopos e até sermos exportadores de radioisótopos. Mas essa cooperação é muito importante para que também a gente aprenda mais, a ter autonomia e soberania na produção desses radioisótopos." A ministra ressaltou que a articulação do Brasil no Sul Global inclui Rússia, China e Índia, com projetos em cabos submarinos que vão passar por países do Sul Global, além de satélites, inteligência artificial, segurança cibernética, semicondutores e plataformas digitais próprias.Segundo ela, a estratégia visa soberania, redução de vulnerabilidades externas e democratização da comunicação. Ela mencionou também uma dependência de big techs e da tecnologia Starlink, que o Brasil tem arquitetado como produzir suas próprias tecnologias, mas que é preciso investir em infraestrutura, "seja de satélite de comunicação, seja de Internet de uma maneira geral, mas também de plataformas que deem mais segurança".Outro ponto abordado na entrevista, de acordo com a ministra, é que a empresa gaúcha Ceitec "está mudando sua rota tecnológica, com foco no uso de carbeto de silício", para produzir semicondutores para veículos. Ela informou que já foram destinados R$ 220 milhões para a aquisição de uma nova planta industrial e que o governo trabalha para resolver gargalos orçamentários decorrentes do fato de a estatal ser dependente do Tesouro.
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'Relação com os russos é longeva', diz ministra sobre encontro Brasíl-Rússia em Brasília
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'Estamos tirando do papel', diz ministra sobre projetos aprovados por Putin e Lula no âmbito tecnológico
Especiais
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou à Sputnik Brasil que Brasil e Rússia avançam para tirar do papel "os memorandos de entendimento que fizemos entre [o presidente russo, Vladimir] Putin e o presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva]" nos últimos anos.
Segundo ela, os entendimentos entre os dois países já resultam em projetos em execução e novas iniciativas em preparação, especialmente no âmbito do Sul Global.
A ministra
mencionou o encontro no Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) entre o vice-presidente brasileiro,
Geraldo Alckmin (PSB), e o premiê russo,
Mikhail Mishustin, e disse que a relação dos brasileiros com os russos é "longeva".
"Na semana passada teve uma equipe de especialistas russos visitando o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Uma troca de experiências, de pesquisa e desenvolvimento com especialistas russos e brasileiros, na área de tecnologias quânticas, de astrofísica, astropartículas. E com isso a gente garante uma cooperação de alto nível em pesquisa de ponta para que a gente inclusive possa diminuir nossa curva de aprendizagem."
Santos detalhou que a cooperação científica inclui chamadas públicas conjuntas, redes de pesquisa e projetos universitários envolvendo instituições brasileiras e russas, além de
parcerias nas áreas espacial e nuclear.
Segundo ela, o Brasil busca reduzir dependências externas e ampliar sua autonomia tecnológica, inclusive com o apoio de outras nações do BRICS. Ela mencionou a parceria de universidades russas com a Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) e com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para pesquisas na Amazônia.
Outra parceria destacada é na área espacial, com a agência Roscosmos, e nuclear,
com a Rosatom.
"Nós estamos construindo o nosso RMB, o nosso reator multipropósito para nos tornar autônomos na área de radioisótopos e até sermos exportadores de radioisótopos. Mas essa cooperação é muito importante para que também a gente aprenda mais, a ter autonomia e soberania na produção desses radioisótopos."
A ministra ressaltou que a articulação do Brasil no Sul Global inclui Rússia, China e Índia, com projetos em cabos submarinos que vão passar por países do Sul Global, além de satélites, inteligência artificial, segurança cibernética, semicondutores e plataformas digitais próprias.
Segundo ela, a estratégia visa soberania, redução de vulnerabilidades externas e democratização da comunicação.
"Eu estive no ano passado na 80º Dia da Vitória contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial com o presidente Lula e na ocasião eu participei da bilateral com o presidente Putin, em que a gente pode tratar dessas cooperações também. [...] É uma diversidade enorme de coisas que já estão acontecendo. Não é só memorando de entendimento, estamos tirando do papel os memorandos de entendimento que fizemos entre Putin e o presidente Lula."
Ela mencionou também uma
dependência de big techs e da tecnologia Starlink, que o Brasil tem arquitetado como produzir suas próprias tecnologias, mas que é preciso investir em infraestrutura,
"seja de satélite de comunicação, seja de Internet de uma maneira geral, mas também de plataformas que deem mais segurança"."Nossa articulação no Sul Global é algo que nós perseguimos com muita determinação, claro, sem deixar de fazer as relações internacionais de cooperação com todos os países do mundo. O Brasil é um país aberto, da paz."
Outro ponto abordado na entrevista, de acordo com a ministra, é que a empresa gaúcha Ceitec "está mudando sua rota tecnológica, com foco no uso de carbeto de silício", para produzir semicondutores para veículos.
Ela informou que já foram destinados R$ 220 milhões para a aquisição de uma nova planta industrial e que o governo trabalha para resolver gargalos orçamentários decorrentes do fato de a estatal ser dependente do Tesouro.
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