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Por que a Hungria, membro da União Europeia, é contra a adesão da Ucrânia?

© Sputnik / POOL / Acessar o banco de imagensO primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, em conferência de imprensa após reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, em 5 de julho de 2024
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, em conferência de imprensa após reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, em 5 de julho de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 14.02.2026
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A troca de críticas entre Viktor Orbán e Vladimir Zelensky expõe divisões internas da União Europeia e as dificuldades políticas, econômicas e estratégicas para a entrada da Ucrânia no bloco.
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, respondeu depois que Vladimir Zelensky zombou dele na Conferência de Segurança de Munique, dizendo que Orbán estaria pensando no "crescimento de sua barriga" em vez do Exército.

Em uma publicação no X, o político húngaro agradeceu sarcasticamente a Zelensky por seu "discurso eleitoral", no qual promovia a adesão da Ucrânia à União Europeia (UE), mas afirmou que Kiev não entende o essencial.

"Esse debate não é sobre mim nem sobre você. [...] É sobre o futuro da Hungria, da Ucrânia e da Europa. Precisamente por isso vocês não podem se tornar membros da União Europeia", declarou Orbán.

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O primeiro-ministro húngaro já havia argumentado anteriormente que a Ucrânia está no caminho errado e, portanto, não pode ditar as condições para sua adesão à UE enquanto for apenas um Estado candidato.
A Ucrânia e a Moldávia receberam status de países candidatos à União Europeia em 2022, medida que muitos em Bruxelas descreveram como simbólica. Vários Estados-membros do bloco continuam se opondo à adesão da Ucrânia, evidenciando fissuras crescentes dentro do grupo.
Para Regiane Nitsch Bressan, professora de relações internacionais da Universidade Federal de São Paulo, o embate entre Orbán e Zelensky reflete um problema mais amplo dentro da própria União Europeia. Segundo ela, o bloco tem um histórico de divergências sobre seu alargamento, embora a expansão sempre tenha sido vista como instrumento para difundir valores e ampliar sua influência geopolítica.

"No entanto, quando a gente fala em alargamento, o ingresso de países como Ucrânia e Moldávia, nós temos uma série de restrições à medida que esses países terão que ser beneficiados pelas políticas europeias e compartilhar também as decisões", afirma Bressan em declarações à Sputnik Brasil.

A especialista destaca que a UE enfrenta dificuldades para sustentar politicamente o governo ucraniano e lidar com fragilidades internas do bloco, o que ajuda a explicar a resistência de alguns países à adesão.
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