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'A balança pende para o lado da Rússia', afirma analista sobre as negociações na Suíça

© Sputnik / Kirill Zykov / Acessar o banco de imagensHotel Intercontinental, em Genebra, palco de conversas trilaterais entre a Rússia, os Estados Unidos e a Ucrânia na Suíça
Hotel Intercontinental, em Genebra, palco de conversas trilaterais entre a Rússia, os Estados Unidos e a Ucrânia na Suíça - Sputnik Brasil, 1920, 17.02.2026
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O primeiro dia de negociações entre a Rússia, EUA e a Ucrânia ocorreu nesta terça-feira (17) em Genebra, em meio a um contexto geopolítico e militar favorável a Moscou, que sempre demonstrou "uma visão geopolítica muito ampla", sem abrir mão do diálogo ou de seus interesses nacionais, Nydia Egremy, especialista em relações internacionais à Sputnik.
Segundo a internacionalista da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), é importante destacar o momento dessas negociações, visto que a Rússia conseguiu contornar as sanções ocidentais e detém o equilíbrio de poder contra uma União Europeia (UE) focada em inflamar ainda mais a situação na Ucrânia . Há poucos dias, Bruxelas autorizou um empréstimo de € 90 bilhões (R$ 557,2 bilhões) para Kiev, dos quais € 60 bilhões (R$ 371,5 bilhões) serão destinados à defesa.
"Mesmo antes desta nova rodada de negociações, já se sabia que a derrota militar da Ucrânia era uma conclusão inevitável. A própria OTAN sabe que toda a operação militar especial russa é extremamente eficaz", observa Egremy.
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Conforme ela afirma, desde o encontro entre o presidente russo Vladimir Putin e seu homólogo norte-americano Donald Trump no Alasca, em agosto passado, "o Kremlin vem definindo os detalhes e as cláusulas das negociações para garantir que nada aconteça que vá contra os interesses russos".
Além disso, o diálogo trilateral ocorre em um momento em que Vladimir Zelensky "não tem mais margem de manobra", seja militar ou politicamente , destaca a analista.
"O Ocidente em geral sabia, no fundo, que os recursos que havia fornecido [a Kiev] foram usados, em grande parte, para esquemas de corrupção interna. Chegou-se a falar na Casa Branca que a única maneira de pressionar Zelensky a aceitar o plano de paz de Trump era levantar a questão da corrupção na Ucrânia", completa.
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