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Desconfiança entre potências eleva risco no Sudeste Asiático, alerta ASEAN em Munique

© AP Photo / Guarda Costeira das FilipinasNavio da Guarda Costeira chinesa (D), dispara seu canhão de água contra o BRP Datu Pagbuaya das Filipinas, perto da ilha de Thitu ocupada pelas Filipinas, no mar do Sul da China, 12 de outubro de 2025
Navio da Guarda Costeira chinesa (D), dispara seu canhão de água contra o BRP Datu Pagbuaya das Filipinas, perto da ilha de Thitu ocupada pelas Filipinas, no mar do Sul da China, 12 de outubro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 17.02.2026
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A crescente desconfiança entre grandes potências domina as preocupações de segurança no Sudeste Asiático, afirmaram líderes da ASEAN em Munique, alertando que disputas no mar do Sul da China e pressões geopolíticas dos EUA e da China transformam países menores em peões de um jogo estratégico maior.
O secretário‑geral da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês), Kao Kim Hourn, destacou durante a Conferência de Segurança de Munique que a rivalidade entre EUA e China, ambos com presença naval ampliada no mar do Sul da China, pressiona ainda mais uma região já marcada por disputas territoriais envolvendo Pequim, Filipinas, Vietnã, Malásia e Brunei.
As tensões se intensificaram com operações conjuntas entre EUA e Filipinas, condenadas pela China como desestabilizadoras. De acordo com o South China Morning Post, em Munique, o ministro da Defesa de Cingapura, Chan Chun Sing, alertou que Estados frágeis podem virar peões no jogo geopolítico das grandes potências, embora rejeite a ideia de um confronto de soma zero entre Washington e Pequim.
Chan afirmou que ambos têm interesse comum na segurança das rotas marítimas e defendeu normas internacionais alinhadas ao direito marítimo da ONU. A ASEAN espera concluir ainda neste ano o Código de Conduta para o mar do Sul da China, em negociação há duas décadas, apesar das divergências sobre sua abrangência e caráter vinculante.
O navio BRP das Filipinas Jose Rizal (FF150), à direita, e o USS Gabrielle Giffords (LCS 10) durante um exercício tático entre as Filipinas e os Estados Unidos no mar do Sul da China, em 23 de novembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 15.12.2025
Panorama internacional
Mídia: tensão cresce no mar do Sul da China após confronto entre China e Filipinas
Além da disputa marítima, a região enfrenta os efeitos da guerra tarifária entre EUA e China. O ex‑embaixador indonésio Dino Patti Djalal disse que persiste forte incerteza sobre as políticas do presidente Donald Trump, mesmo após a trégua comercial, e classificou as negociações tarifárias com Washington como uma relação de "vassalagem".

A Indonésia, que enfrentou tarifas norte-americanas inicialmente anunciadas em até 32%, deve assinar um acordo de tarifas recíprocas durante visita de Estado a Washington. Outros países do Sudeste Asiático também negociaram reduções após ameaças de tarifas de até 49% sob a política do "Dia da Libertação".

Ainda de acordo com a mídia asiática, Djalal alertou que a competição intensa entre EUA e China tem levado países prejudicados por Washington a se aproximarem entre si, citando o BRICS como exemplo.

A Indonésia tornou‑se membro pleno do bloco em 2025, o primeiro país do Sudeste Asiático a aderir ao grupo que busca contrabalançar a ordem global liderada pelo Ocidente.

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