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Mudanças em uma das maiores estrelas conhecidas podem sinalizar sua destruição (IMAGENS)
Mudanças em uma das maiores estrelas conhecidas podem sinalizar sua destruição (IMAGENS)
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A supergigante vermelha WOH G64, uma das maiores estrelas conhecidas, exibiu mudanças inesperadas que dividiram astrônomos: enquanto um estudo sugeria que ela... 24.02.2026, Sputnik Brasil
2026-02-24T12:35-0300
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As mudanças inesperadas apresentadas por WOH G64 intrigaram astrônomos. Observações feitas em 2013 e 2014 sugeriram que a estrela, localizada na Grande Nuvem de Magalhães, teria passado de uma supergigante vermelha clássica para um estado mais quente e amarelado, algo extremamente raro para estrelas tão massivas.Uma equipe liderada por Gonzalo Muñoz-Sanchez propôs que WOH G64 havia evoluído para a fase de hipergigante amarela, um estágio breve e instável que poderia anteceder uma supernova. Em estudo divulgado no arXiv em 2024, os pesquisadores argumentaram que a transformação poderia ter sido causada por uma ejeção parcial de sua pseudoatmosfera ou por uma erupção excepcional de longa duração.Segundo essa análise inicial, a estrela teria aumentado sua temperatura, reduzido seu tamanho para cerca de 800 raios solares e exibido mudanças químicas em sua atmosfera. A equipe também identificou a presença de uma companheira binária quente, cuja interação poderia estar influenciando o comportamento da estrela maior.No entanto, observações posteriores desafiaram essa interpretação. Entre 2024 e 2025, os astrônomos Jacco van Loon e Keiichi Ohnaka realizaram novas medições com o Telescópio Gigante da África Austral. Em 2026, eles relataram a detecção de óxido de titânio na atmosfera de WOH G64 — um composto que só pode existir em estrelas frias, incompatível com o estado de hipergigante amarela.Com base nesses dados, van Loon e Ohnaka concluíram que WOH G64 continua sendo uma supergigante vermelha e talvez nunca tenha deixado de sê-lo. Eles sugerem que as mudanças observadas podem ter sido causadas por instabilidades naturais ou pela interação com sua estrela companheira, produzindo efeitos que imitam uma mudança evolutiva mais profunda.Supergigantes vermelhas são conhecidas por sua instabilidade extrema, podendo variar em brilho, cor e estrutura à medida que expulsam material para o espaço. Casos como o de Betelgeuse mostram que grandes oscilações podem ocorrer sem que isso indique necessariamente uma supernova iminente.Para desvendar o verdadeiro estado evolutivo de WOH G64, os cientistas destacam a importância de monitoramento contínuo. O comportamento futuro da estrela poderá revelar se ela está realmente à beira de uma transição crítica ou se suas variações são apenas parte de sua natureza caótica. O certo é que esse sistema binário permanece um dos objetos mais intrigantes e imprevisíveis do céu.
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astronomia, astrofísica, estrela, exploração do espaço, ciência e tecnologia, sociedade, pesquisa, descoberta
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Mudanças em uma das maiores estrelas conhecidas podem sinalizar sua destruição (IMAGENS)
A supergigante vermelha WOH G64, uma das maiores estrelas conhecidas, exibiu mudanças inesperadas que dividiram astrônomos: enquanto um estudo sugeria que ela havia evoluído para uma rara hipergigante amarela, novas observações indicam que a estrela pode nunca ter deixado seu estado original, revelando um sistema ainda mais complexo e instável.
As
mudanças inesperadas apresentadas por WOH G64 intrigaram astrônomos. Observações feitas em 2013 e 2014 sugeriram que a estrela, localizada na Grande Nuvem de Magalhães,
teria passado de uma supergigante vermelha clássica para um estado mais quente e amarelado, algo extremamente raro para estrelas tão massivas.
Uma equipe liderada por Gonzalo Muñoz-Sanchez propôs que WOH G64 havia evoluído para a fase de hipergigante amarela, um
estágio breve e instável que poderia anteceder uma supernova. Em
estudo divulgado no arXiv em 2024, os pesquisadores argumentaram que a transformação poderia ter sido causada por uma
ejeção parcial de sua pseudoatmosfera ou por uma erupção excepcional de longa duração.
Segundo essa análise inicial, a estrela teria aumentado sua temperatura, reduzido seu tamanho para
cerca de 800 raios solares e exibido mudanças químicas em sua atmosfera. A equipe também identificou a presença de uma
companheira binária quente, cuja interação poderia estar influenciando o comportamento da estrela maior.
No entanto, observações posteriores desafiaram essa interpretação. Entre 2024 e 2025, os astrônomos Jacco van Loon e Keiichi Ohnaka
realizaram novas medições com o Telescópio Gigante da África Austral. Em 2026, eles
relataram a detecção de óxido de titânio na atmosfera de WOH G64 — um composto que só pode existir em estrelas frias, incompatível com o estado de hipergigante amarela.
Com base nesses dados, van Loon e Ohnaka concluíram que WOH G64 continua sendo uma
supergigante vermelha e talvez nunca tenha deixado de sê-lo. Eles sugerem que as
mudanças observadas podem ter sido causadas por instabilidades naturais ou pela interação com sua estrela companheira, produzindo efeitos que imitam uma mudança evolutiva mais profunda.
Supergigantes vermelhas são
conhecidas por sua instabilidade extrema, podendo variar em brilho, cor e estrutura à medida que expulsam material para o espaço. Casos como o de Betelgeuse mostram que
grandes oscilações podem ocorrer sem que isso indique necessariamente uma supernova iminente.
Para desvendar o verdadeiro estado evolutivo de WOH G64, os cientistas destacam a importância de monitoramento contínuo. O comportamento futuro da estrela poderá revelar se ela está realmente à beira de uma transição crítica ou se suas variações são apenas parte de sua natureza caótica. O certo é que esse sistema binário permanece um dos objetos mais intrigantes e imprevisíveis do céu.
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