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Endividada, Raízen vira foco de disputa entre Shell, Cosan e governo Lula, diz mídia
Endividada, Raízen vira foco de disputa entre Shell, Cosan e governo Lula, diz mídia
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A Shell enfrenta uma crise profunda em sua principal aposta de energia limpa no Brasil enquanto negocia um pacote de resgate para a Raízen, gigante dos... 27.02.2026, Sputnik Brasil
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A empresa brasileira acumula dívidas de R$ 55 bilhões, foi atingida por safras ruins, demanda fraca e juros altos, e registrou um prejuízo de R$ 15,6 bilhões no terceiro trimestre, levantando dúvidas sobre sua continuidade.A deterioração financeira da Raízen acendeu alertas no governo brasileiro, dado seu papel estratégico no abastecimento nacional e na cadeia produtiva da cana-de-açúcar. Preocupado com impactos econômicos e trabalhistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou a Shell e demais acionistas para discutir alternativas de salvamento, reforçando a importância do bioetanol para o país.Shell e Cosan, ambas donas de 44% da Raízen, iniciaram conversas com credores para uma reestruturação que inclui injeção de capital e conversão de dívidas em ações. Uma das propostas prevê aporte de R$ 3,5 bilhões pela Shell e R$ 1 bilhão pela Cosan, enquanto bancos internacionais converteriam parte de seus créditos. A possibilidade de dividir a empresa, separando o negócio de distribuição de combustíveis, também entrou na mesa, segundo a apuração.A Cosan considera essa divisão lógica, e o BTG Pactual — que investiu pesado na Cosan — demonstra interesse em adquirir participação no eventual negócio separado. A Shell, porém, teme perda de visibilidade de sua marca e defende manter a Raízen íntegra, argumentando que isso tornaria o processo mais rápido em um ambiente de juros elevados.Para esses credores, a Raízen é central na estratégia de renováveis da Shell, que teria dado sinais no passado de que apoiaria a empresa caso necessário — algo que, segundo eles, ainda não se confirmou plenamente. Mesmo assim, há expectativa de que Shell, Cosan e BTG fechem um acordo já na próxima semana, que então será apresentado formalmente aos credores.
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Endividada, Raízen vira foco de disputa entre Shell, Cosan e governo Lula, diz mídia
A Shell enfrenta uma crise profunda em sua principal aposta de energia limpa no Brasil enquanto negocia um pacote de resgate para a Raízen, gigante dos biocombustíveis que opera milhares de postos da marca Shell na América do Sul.
A empresa brasileira acumula dívidas de R$ 55 bilhões, foi atingida por safras ruins, demanda fraca e juros altos, e registrou um prejuízo de R$ 15,6 bilhões no terceiro trimestre, levantando dúvidas sobre sua continuidade.
A deterioração financeira da Raízen acendeu alertas no governo brasileiro, dado seu papel estratégico no abastecimento nacional e na
cadeia produtiva da cana-de-açúcar. Preocupado com impactos econômicos e trabalhistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
convocou a Shell e demais acionistas para discutir alternativas de salvamento, reforçando a importância do bioetanol para o país.
Segundo o Financial Times, a situação também pressiona a Shell, que vê na Raízen um pilar de sua estratégia global de transição energética e uma peça-chave em um dos seus mercados mais relevantes. Apesar disso, a petroleira britânica tenta equilibrar o compromisso com energia limpa e a necessidade de manter disciplina financeira, especialmente diante da queda das ações da Raízen para patamares de penny stock e da perda do grau de investimento.
Shell e Cosan, ambas donas de 44% da Raízen, iniciaram conversas com credores para uma reestruturação que
inclui injeção de capital e conversão de dívidas em ações. Uma das propostas prevê aporte de R$ 3,5 bilhões pela Shell e R$ 1 bilhão pela Cosan, enquanto bancos internacionais converteriam parte de seus créditos. A
possibilidade de dividir a empresa, separando o negócio de distribuição de combustíveis, também entrou na mesa, segundo a apuração.
A Cosan considera essa divisão lógica, e o BTG Pactual — que investiu pesado na Cosan — demonstra interesse em
adquirir participação no eventual negócio separado. A Shell, porém, teme perda de
visibilidade de sua marca e defende manter a Raízen íntegra, argumentando que isso tornaria o processo mais rápido em um ambiente de juros elevados.
Apesar das divergências, interlocutores afirmam que há consenso crescente sobre os pilares da recapitalização e da separação do braço de distribuição. Ainda assim, parte dos credores vê o plano como insuficiente e cobra que Shell e Cosan dobrem o volume de capital novo para viabilizar a quitação de até R$ 20 bilhões da dívida.
Para esses credores, a Raízen é central na
estratégia de renováveis da Shell, que teria dado sinais no passado de que apoiaria a empresa caso necessário — algo que, segundo eles,
ainda não se confirmou plenamente. Mesmo assim, há expectativa de que Shell, Cosan e BTG fechem um acordo já na próxima semana, que então será apresentado formalmente aos credores.
Diante desse cenário, a Raízen tornou-se um teste crítico para a capacidade da Shell de sustentar sua transição energética e para o governo Lula, que tenta evitar o colapso de uma empresa vital para o setor de combustíveis e para a economia agrícola brasileira.
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